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Sobrevivente de ataque de tubarão na Austrália enfrenta novo drama com falha em enxerto

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A jornada de recuperação de Leah Stewart, uma australiana que perdeu o antebraço esquerdo em um ataque de tubarão, ganhou um novo e doloroso capítulo. Três meses e meio após o incidente traumático que alterou sua vida, a mulher de 34 anos enfrenta a falha de um enxerto de pele crucial em sua coxa esquerda.

Segundo enxerto de pele não se consolida

Em uma atualização emocionante compartilhada nas redes sociais, Leah confirmou que o procedimento de enxerto de pele realizado em sua coxa não obteve sucesso. “Infelizmente, esta não é a notícia que eu desejava compartilhar, mas o enxerto foi avaliado ontem e confirmado que não vingou”, desabafou ela no Instagram. A notícia provocou um profundo sentimento de desolação na sobrevivente, que expressou ter chorado bastante e estar incerta sobre os próximos passos do tratamento.

Leah Stewart mostra partes de pele da coxa esquerda que foram retiradas para enxerto na esquerda, ferida em ataque de tubarão — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com

A ferida aberta na perna de Leah permanece um desafio significativo. Embora o revés seja doloroso, a australiana encontrou um pequeno alívio ao fazer uma pausa no uso de um aparelho de vácuo. “Acho que o único ponto positivo é que estamos buscando uma abordagem diferente. Estou tirando um breve descanso do dispositivo de vácuo, o que me concede um pouco mais de liberdade de movimento”, explicou ela.

Desafios na cicatrização e o método de tratamento

O enxerto de pele é um procedimento médico complexo, frequentemente utilizado para cobrir grandes áreas de pele danificada ou ausente, como em casos de queimaduras severas ou traumas extensos. A técnica envolve a remoção de pele saudável de uma área do corpo do paciente (área doadora) e seu transplante para a área afetada. O sucesso depende de uma série de fatores, incluindo a vascularização do local receptor e a ausência de infecções.

O sistema de fechamento assistido a vácuo (VAC), mencionado por Leah, é um dispositivo médico projetado para auxiliar na cicatrização de feridas. Ele funciona criando uma pressão negativa contínua ou intermitente sobre a ferida, o que ajuda a remover fluidos em excesso, reduzir o inchaço e estimular o fluxo sanguíneo, promovendo a formação de tecido de granulação e aproximando as bordas da lesão para facilitar a integração do enxerto.

A falha de um segundo enxerto de pele sublinha a complexidade e a imprevisibilidade do processo de recuperação após lesões tão graves. Cada tentativa representa um esforço físico e emocional considerável para o paciente, e um revés pode impactar profundamente o moral e a esperança de uma recuperação completa.

Luta pela vida contra o predador marinho

O incidente original ocorreu em junho, na praia de Coogee, em Sydney, onde Leah Stewart lutou ferozmente por sua vida após ser atacada por um tubarão. A história angustiante de sua sobrevivência foi detalhada por ela mesma em uma entrevista ao programa “60 Minutes” da Austrália no início deste mês.

Leah descreveu o momento aterrorizante em que se viu frente a frente com o predador. Em um ato de pura coragem e instinto de sobrevivência, ela reagiu ao ataque. “Na minha mente, eu pensava: ‘Seu desgraçado horrível, você não vai me afastar da minha filha’. Eu me contorci e comecei a socá-lo repetidamente. Acredito que consegui desferir um golpe muito eficaz. E então ele me soltou”, relatou a australiana, cuja determinação a permitiu escapar com vida, apesar da perda do antebraço esquerdo.