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Influenciadora vende nome de bebê recém-nascido por R$ 8,2 milhões e gera revolta no Reino Unido

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Uma controversa decisão da produtora de conteúdo adulto Bonnie Blue está no centro de um debate global após ela anunciar a venda dos direitos de nomear seu filho recém-nascido por uma cifra milionária, equivalente a R$ 8,2 milhões. A atitude da influenciadora, de 27 anos, provocou uma onda de críticas de defensores dos direitos infantis e da proteção à criança, que pedem a intervenção das autoridades britânicas.

Acordo milionário para batizar o bebê

A estrela da indústria de entretenimento adulto, cujo nome real é Tia Billinger, revelou que o nome escolhido para seu filho, nascido há poucas semanas, é BetBolt. A decisão, segundo ela, foi o resultado de um leilão online, onde a plataforma de cassino com criptomoedas e apostas esportivas, BetBolt, fez a oferta vencedora de 1,2 milhão de libras esterlinas.

Recordista sexual Bonnie Blue disse ter vendido o direito de dar nome ao seu filho por R$ 8,2 milhões: 'BetBolt' — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com

Bonnie Blue afirmou que se dirigirá ao Cartório de Registro de Westminster para formalizar o registro do nome. A influenciadora justificou a iniciativa como uma estratégia financeira, visando assegurar que seu filho “permanecesse em uma faixa de impostos mais alta”, garantindo-lhe riqueza e evitando que ele “viva de benefícios do governo”.

Justificativa financeira e a identidade do pai

A declaração de Bonnie Blue sobre a decisão financeira gerou ainda mais questionamentos, especialmente quando ela adicionou: “Um estranho me engravidou, e agora um estranho vai poder escolher o nome dele”. Essa fala intensificou as especulações sobre a identidade do pai da criança, reforçando a percepção de que ela desconhece quem é o genitor.

A comercialização da identidade de um recém-nascido, mesmo com a intenção declarada de garantir um futuro financeiro, abriu um amplo debate sobre a ética e os limites da exposição e monetização da vida de crianças no ambiente digital e na mídia.

Reação pública e alertas de proteção infantil

O leilão e o subsequente anúncio do nome BetBolt provocaram uma forte controvérsia e indignação generalizada na internet. Advogados especializados em proteção à infância e organizações de defesa dos direitos da criança manifestaram-se publicamente, condenando a atitude de Bonnie Blue.

Esses grupos criticaram veementemente a comercialização da identidade de um bebê, considerada uma violação dos direitos fundamentais da criança. As entidades apelaram às autoridades britânicas de assistência social para que investiguem o caso e tomem as medidas cabíveis para proteger o recém-nascido.

Histórico de controvérsias da influenciadora

Esta não é a primeira vez que Bonnie Blue se envolve em polêmicas. Anteriormente, a influenciadora já havia gerado uma forte reação negativa ao incluir seu bebê em um vídeo promocional, no qual aparecia ao lado de três homens mascarados. O material foi classificado como “profundamente perturbador” e motivou uma denúncia do Partido Conservador à NSPCC (Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças), a principal instituição de caridade do Reino Unido dedicada à proteção infantil.

Em janeiro do ano passado, a inglesa de 27 anos já havia surpreendido a internet ao reivindicar um recorde de 1.057 relações sexuais em 12 horas, incluindo encontros com muitos homens casados. Na ocasião, ela foi acusada de expor mais de mil pessoas a riscos de saúde após um dos voluntários não usar camisinha. A marca, inclusive, foi contestada por outra produtora de conteúdo adulto, Lily Phillips, que alegou ter superado o feito com 1.113 parceiros. Apesar das controvérsias, Bonnie Blue reiterou que a maternidade não a afastará de sua carreira, mesmo durante a gestação.