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Pentágono elabora planos de ataque ao Irã com uso da Mãe de Todas as Bombas

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As Forças Armadas dos Estados Unidos desenvolveram um conjunto de planos de ataque contra o Irã, que contemplam a possibilidade de empregar a GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), conhecida popularmente como a “Mãe de Todas as Bombas”, caso seja autorizada uma nova ofensiva contra o regime islâmico. As potenciais ações visariam infraestruturas energéticas e instalações nucleares iranianas, marcando uma escalada significativa nas tensões entre Washington e Teerã.

Estratégia militar e o cenário de escalada

A elaboração desses planos ocorre em um contexto de atrito contínuo, que já se estende por aproximadamente sete meses e meio. Informações recentes indicam que o então presidente Donald Trump teria instruído o alto comando militar a preparar opções de ataque contra o Irã, incluindo uma vasta gama de alvos na infraestrutura energética do país. A inclusão da MOAB nessas projeções sublinha a seriedade e o potencial impacto de tais operações.

Protótipo da MOAB é visto momentos antes do impacto, em 11 de março de 2003, em teste. A detonação criou uma nuvem em formato de cogumelo que pôde ser vista a aproximadamente 32 quilômetros de distância — Foto: AFP Crédito: Extra.globo.com

O uso da MOAB representa um ponto de virada na natureza do conflito, elevando dramaticamente o nível de confronto. Desde sua última utilização em combate, em 2017, na província de Nangarhar, Afeganistão, contra um complexo de túneis e cavernas do Estado Islâmico, a bomba não foi mais acionada. Sua reintrodução em um cenário de tensão com o Irã sinalizaria uma postura de máxima pressão e demonstraria a disposição americana em empregar armamentos de alto poder destrutivo.

A “Mãe de Todas as Bombas”: características e histórico

A GBU-43/B MOAB é o maior explosivo não nuclear já detonado pelas forças americanas em combate. Projetada para causar um impacto devastador em áreas extensas ou fortificações, a bomba tem uma capacidade destrutiva que a coloca logo abaixo das armas nucleares em termos de potência. Sua existência e eventual uso enviam uma mensagem clara sobre a capacidade militar dos EUA.

Com um peso de 9,8 toneladas, o poder explosivo da MOAB equivale a aproximadamente 11 toneladas de TNT. Embora seja imensamente poderosa, é crucial entender que sua capacidade de destruição é consideravelmente menor do que a provocada por bombas atômicas, como as utilizadas no Japão ao final da Segunda Guerra Mundial em 1945. A bomba, que mede cerca de 9 metros de comprimento, é transportada e liberada por aeronaves Hércules MC-130, utilizando um paraquedas para estabilização antes de ser guiada por GPS até o alvo.

Desenvolvimento e testes do armamento

O desenvolvimento da MOAB foi liderado por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA. Seu primeiro teste ocorreu em 2003, na Flórida, em um período em que os Estados Unidos estavam profundamente engajados em operações militares no Iraque e no Afeganistão, como resposta aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A criação dessa arma refletiu a necessidade de uma capacidade de ataque robusta contra alvos fortificados e complexos em teatros de guerra.

Implicações de um potencial ataque com a MOAB

A consideração do uso da MOAB contra alvos iranianos, especialmente infraestrutura energética e instalações nucleares, sublinha a gravidade da situação. Um ataque a esses pontos estratégicos não apenas causaria danos materiais significativos, mas também teria profundas implicações econômicas e políticas para o Irã, potencialmente desestabilizando a região. Para o cenário global, tal ação representaria um ponto crítico na diplomacia internacional, com repercussões imprevisíveis para as relações entre grandes potências e a segurança no Oriente Médio. A escolha por um armamento de tal magnitude é um indicador do nível de pressão que Washington estaria disposto a exercer sobre Teerã.