
Metallica Rose Harrison posa para foto de fichamento em delegacia na Pensilvânia após ter confessado ao serviço 911 ter matado o marido e o filho — Foto: Reprodução/Pocono Township Police Dept; Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com
Metallica Rose Harrison, de 27 anos, foi formalmente indiciada por duas acusações de homicídio na Pensilvânia, Estados Unidos, após a morte de seu marido, Charles, e do filho do casal, Tristan, de apenas três anos. A mulher foi fotografada em um momento de desespero e choro ao ser fichada pela polícia, marcando um novo capítulo na trágica descoberta feita em um quarto de resort na região montanhosa de Pocono.
A família estava hospedada no Great Wolf Lodge, em Scotrun, desde 21 de setembro e havia estendido a permanência em 5 de outubro, apenas oito dias antes do crime vir à tona. As autoridades trabalham com a hipótese de que a ação foi premeditada, com indícios apontando para um planejamento de semanas, incluindo o esvaziamento do fundo de previdência privada de Charles para financiar a viagem e a longa estadia.
O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos com a revelação do boletim de ocorrência. Metallica foi a responsável por acionar o serviço de emergência (911), confessando os assassinatos do marido e do filho, ambos mortos por facadas no peito. Durante a ligação, ela expressou o desejo de tirar a própria vida, afirmando estar “fraca demais para esfaquear o próprio pescoço” e que as facas que possuía “não estavam funcionando”, pedindo “ajuda para morrer”.
Em meio à confissão chocante, a acusada também desabafou sobre o esforço em ser “a melhor mãe, a melhor esposa”, uma declaração que contrasta drasticamente com a cena encontrada pelas equipes de resgate e investigação. A madrasta de Metallica, April Thetga, manifestou profunda surpresa com a tragédia, relembrando uma conversa por vídeo recente onde Metallica se despediu com as palavras “eu amo vocês muito”, de forma habitual.
Mandados de busca foram emitidos com base em depoimentos cruciais da mãe e da irmã de Charles, que lançaram luz sobre possíveis motivações. Segundo os familiares, Metallica Rose Harrison não desejava engravidar e nutria um forte ressentimento contra o filho Tristan. A razão seria a percepção de ter perdido a atenção individual e o tempo exclusivo que recebia de Charles após o nascimento da criança.
Parentes descreveram Metallica como uma pessoa “dominante” e “controladora”, características que agora são analisadas no contexto da investigação. A ausência de histórico conhecido de doenças mentais ou problemas psicológicos, conforme as investigações iniciais e declarações da família, torna o caso ainda mais complexo e desafiador para as autoridades.
No local do crime, os investigadores apreenderam uma grande faca de açougueiro no chão do banheiro do quarto do resort e uma faca menor na pia, confirmando que nenhum desses utensílios pertencia ao estabelecimento. Diversos frascos de medicamentos também foram recolhidos, adicionando mais elementos ao quebra-cabeça.
No dia seguinte à autuação de Metallica, as autoridades estenderam a investigação para a residência da família em Towanda, a cerca de duas horas do resort. O objetivo principal era desvendar a verdadeira motivação por trás dos homicídios. O mandado de busca, acessado pela ABC News, indicava a expectativa de encontrar “evidências valiosas relacionadas à motivação do incidente”, além de elementos que pudessem conectar as facas usadas no crime a outros itens da casa.
A estratégia investigativa, comum em casos de tamanha complexidade, considera que “indivíduos em situações como esta frequentemente registram suas ideações homicidas e suicidas – seja por escrito ou por meio de dispositivos eletrônicos – antes, durante ou após a execução do ato”. Na residência, a polícia apreendeu quase uma dúzia de facas, um cofre, um diário, um caderno com anotações financeiras, um notebook e outros objetos, que agora serão minuciosamente examinados em busca de respostas.