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Jovem morto por tigre em zoo inglês sofreu múltiplos ferimentos traumáticos, aponta inquérito inicial

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Um relatório preliminar sobre a morte de William Chapman, de 23 anos, revelou que o jovem sofreu “múltiplos ferimentos traumáticos” após ser atacado por um tigre. O incidente ocorreu no último sábado (10/10) no Yorkshire Wildlife Park, localizado em Doncaster, na Inglaterra, depois que Chapman invadiu o recinto do felino.

Detalhes do Incidente e Primeiras Conclusões Forenses

William Chapman foi atacado por Altai, um tigre-siberiano de cinco anos e aproximadamente 190 quilos, na presença de outros visitantes do parque. A causa provisória de seu falecimento foi categorizada como “múltiplos ferimentos traumáticos resultantes de uma interação com um animal”, conforme os achados iniciais. O legista responsável, identificado como Dr. Karzai, afirmou que o jovem se aproximou do tigre e, após o contato, sofreu as lesões fatais.

William Chapman (à esquerda) em postagem no dia anterior à sua morte em ataque de tigre em zoo na Inglaterra — Foto: Reprodução/X Crédito: Extra.globo.com

Preocupações com a Saúde Mental e Investigação em Andamento

O histórico de saúde de William Chapman incluía um diagnóstico de esquizofrenia e episódios psicóticos anteriores. A família da vítima optou por não comparecer à primeira etapa do inquérito judicial no Tribunal de Doncaster, procedimento que foi remarcado para março do próximo ano. Eles expressaram sérias preocupações quanto à assistência recebida pelos serviços de saúde mental nos meses que antecederam a tragédia, levantando questões sobre a adequação do suporte oferecido a indivíduos com condições psiquiátricas complexas.

Diante dessas preocupações, o Escritório do Serviço de Saúde do Reino Unido na região de Doncaster solicitou a abertura de uma Investigação de Incidente de Segurança do Paciente (PSII). A família de Chapman manifestou a esperança de que as autoridades competentes dediquem todos os esforços para esclarecer as motivações por trás das ações de seu filho. Este caso sublinha a crítica importância de sistemas de apoio robustos e vigilantes para a saúde mental, onde falhas podem ter consequências devastadoras.

Últimos Dias e Atividade Online Antes da Tragédia

Apesar de seu diagnóstico, William Chapman, que já havia atuado como ator mirim, mantinha uma rotina independente e trabalhava como comerciante. Sua conta no Instagram, agora inativa, registrou intensa atividade no dia anterior ao lamentável evento no parque. Postagens indicavam sua presença em Doncaster, incluindo a compra de uma bebida alcoólica — uma mistura de Jack Daniel’s com Coca-Cola Zero.

Imagens divulgadas por Chapman em sua rede social mostravam detalhes de sua hospedagem em Doncaster, além de uma série de fotos variadas, como miniaturas de soldados e o que parecia ser um elmo de guerra grego. Registros na piscina e na academia também faziam parte de seu conteúdo online. Curiosamente, uma fotografia da academia o mostrava vestindo as mesmas roupas que utilizaria no dia seguinte para visitar o parque.

A última imagem, supostamente capturada no mesmo dia do incidente, exibia William Chapman posando sobre uma bancada de cozinha, com uma Bíblia, uma besta e uma flecha na boca, adicionando um elemento enigmático aos seus últimos momentos registrados publicamente.