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General Surovikin, o Armagedom, pode retornar à linha de frente da guerra na Ucrânia

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Rumores indicam que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria considerando o retorno do general Sergei Surovikin, conhecido como “General Armagedom”, ao campo de batalha na Ucrânia. A possível reinstalação do controverso comandante ocorre em um momento de crescentes baixas civis e perdas significativas de aeronaves russas no conflito.

O perfil controverso do “General Armagedom”

Aos 59 anos, Sergei Surovikin tem uma reputação de extrema brutalidade e uma postura linha-dura. Ele é lembrado por ter sido um dos primeiros a sugerir publicamente que a Rússia utilizasse armamento nuclear contra a Ucrânia. Recentemente, o general retornou à Rússia após um período de afastamento no Norte da África, levantando especulações sobre seu futuro papel militar.

Crédito: Extra.globo.com

A potencial reintegração de Surovikin ao comando poderia sinalizar uma escalada na intensidade das operações militares russas. Sua conhecida crueldade no campo de batalha sugere uma possível mudança tática, focada em ofensivas mais agressivas, o que preocupa observadores internacionais sobre o impacto em áreas civis.

Conexões com o Grupo Wagner e a queda de comando

Surovikin liderou as forças russas na Ucrânia como comandante principal a partir de outubro de 2022, mas foi destituído do cargo em janeiro de 2023. Sua remoção se deu em meio a suspeitas de laços com Yevgeny Prigozhin, o falecido líder do grupo mercenário Wagner, especialmente durante a tentativa de motim orquestrada pela milícia em junho de 2023. Prigozhin morreu em um acidente aéreo em agosto do mesmo ano, evento que muitos na comunidade internacional atribuem a uma sabotagem orquestrada pelo Kremlin.

Possíveis missões e o impacto estratégico

Analistas militares apontam que Surovikin poderia ser encarregado de liderar um ataque contra as importantes fortalezas ucranianas de Sloviansk e Kramatorsk, cidades estratégicas na região de Donbas onde as tropas russas têm enfrentado forte resistência e sofrido pesadas perdas. Outra possibilidade seria a de comandar uma nova ofensiva rumo a Kiev, capital ucraniana, partindo da cidade ocupada de Chernihiv.

A escolha dessas áreas para uma possível nova ofensiva sob Surovikin sublinha a importância estratégica de Donbas para os objetivos russos e a persistência da ameaça à capital ucraniana. A experiência do general em campanhas brutais pode ser vista como um fator decisivo para Moscou em cenários de alta complexidade e resistência.

A visão de analistas militares russos

O coronel Viktor Baranets, um respeitado analista militar russo, defende a necessidade de comandantes como Surovikin. “Generais como este não ficam deitados no sofá”, afirmou Baranets, destacando a importância de sua liderança para o exército russo. Ele também mencionou que há um intenso debate no Kremlin e no Ministério da Defesa sobre como melhor integrar o “General Armagedom”, conhecido por ser um líder militar duro, decisivo e poderoso, nas atuais realidades do campo de batalha ucraniano.