
Yaniv Hayoun com Netanyahu (à esquerda) e em foto antes do incidente a bordo de avião da FlyDubai — Foto: AFP; Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com
Um episódio de bravura a bordo de um avião da FlyDubai transformou Yaniv Hayoun, um encanador israelense, em uma figura de destaque nacional e, de forma surpreendente, em um novo ícone de atração. A ação decisiva de Hayoun durante uma emergência aérea, onde ele neutralizou um copiloto acusado de tentativa de assassinato e assumiu o controle da aeronave, reverberou por todo o país, gerando admiração e um interesse incomum em sua profissão.
A situação crítica se desenrolou quando o copiloto omanense, Hamam al-Hammami, de 29 anos, teria tentado atacar o piloto durante um voo com destino a Israel. Diante do pânico e da aeronave em mergulho, Yaniv Hayoun agiu prontamente, utilizando uma técnica de imobilização para conter o agressor. Ele removeu o copiloto da cabine e, com base em conhecimentos adquiridos em programas televisivos sobre desastres aéreos, conseguiu estabilizar o Boeing, evitando uma tragédia iminente.
O feito espetacular de Hayoun não apenas salvou a vida dos passageiros, mas também lhe rendeu um encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o reconhecimento de uma nação inteira. A história de seu heroísmo rapidamente se espalhou, capturando a imaginação do público e alterando a percepção sobre a imagem de profissionais como encanadores.
A repercussão do incidente com a FlyDubai trouxe uma perspectiva diferente para muitas mulheres em Israel, que passaram a enxergar a profissão de encanador sob uma nova luz. Chaya Lev, uma americana residente em Israel há uma década, expressou ao portal NY Post seu fascínio pelo ato de Hayoun. “Eu realmente quero um encanador, é o homem que procuro. Eles demonstram uma coragem impressionante”, afirmou ela, destacando a capacidade de assumir o controle em momentos cruciais como um traço atraente.
Lev enfatizou que a admiração vai além da profissão. Para ela, o que realmente importa é a demonstração de um “macho alfa” que sabe a hora certa de agir e de recuar, um comportamento que ela associa a uma característica intrínseca dos israelenses. Outras mulheres corroboraram esse sentimento, com Sivan Hadari, uma americana-israelense, declarando que “encanadores são atraentes, homens israelenses são atraentes”. A popularidade do novo herói chegou ao ponto de algumas mulheres expressarem o desejo de ver calendários com encanadores, uma prática comum em outras culturas.
Em total contraste com a imagem de heroísmo e atração de Yaniv Hayoun, o perfil do copiloto Hamam al-Hammami revela um histórico preocupante de pensamentos extremistas. Antes do incidente, Hamam, de 29 anos, era conhecido por fazer publicações online que defendiam a violência contra mulheres e expressavam profundo ódio por judeus e homossexuais. Em uma interação específica com uma mulher, ele chegou a escrever: “Eu pisaria na sua cabeça, esfregaria o chão com você, faria de você um exemplo para as outras e depois me divorciaria de você”.
Este contraste entre o salvador e o agressor ressalta a complexidade do evento e amplifica a figura de Hayoun como um símbolo de resiliência e virtude em meio à adversidade. A história não apenas celebra a coragem individual, mas também provoca uma reflexão sobre os valores e as qualidades que emergem como ideais em momentos de crise, redefinindo o que é considerado “heroico” e “atraente” em uma sociedade.