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Trump revisita teste cognitivo em comício e ressalta acerto sobre girafa

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Durante um recente encontro com apoiadores em Wichita, Kansas, o ex-presidente Donald Trump voltou a destacar seu desempenho em um teste cognitivo que realizou enquanto estava no cargo. Ele compartilhou detalhes da avaliação, incluindo uma questão que pedia a identificação de uma girafa entre outros animais, e reiterou sua pontuação máxima, em mais um momento de autoelogio em eventos republicanos.

Ex-presidente detalha avaliação cognitiva em evento republicano

Trump utilizou o palanque republicano para rememorar a avaliação, que ele descreveu como desafiadora para outros presidentes. Ele mencionou uma sequência matemática complexa, como “dividir um número por três, dobrá-lo, subtrair 400, somar 293 e dividir por sete”, como parte do desafio que teria sido superado.

Trump durante comício em Wichita, Kansas, na noite de ontem, 19 — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com

O político também recordou a instrução de um médico sobre a repercussão pública de seu resultado, enfatizando que, segundo ele, nenhum outro líder americano havia se submetido a tal exame. Sua performance perfeita, de acordo com o próprio Trump, foi um feito notável.

Ainda em sua fala, Trump descreveu uma das perguntas mais básicas do teste: a identificação de uma girafa em meio a imagens de um leão, um urso e uma cobra. Ele fez questão de frisar que acertou essa e todas as demais questões da avaliação.

Entenda o real propósito do teste de função cerebral

A avaliação mencionada por Donald Trump é a Montreal Cognitive Assessment (MoCA), um instrumento de triagem utilizado para detectar possíveis déficits cognitivos. Uma pontuação de 30 em 30, como a que ele afirma ter obtido, indica uma função cognitiva normal, mas não mede inteligência elevada ou genialidade.

O objetivo principal do MoCA é identificar condições como o declínio cognitivo leve ou demência em estágios iniciais, e não avaliar o quociente de inteligência (QI) de um indivíduo. Portanto, a exaltação da pontuação como prova de superdotação intelectual é um equívoco, pois o teste não foi projetado para tal finalidade.

O fato de Trump ter repetido o teste várias vezes, seis segundo relatos, contrasta com a prática usual de realizá-lo em intervalos de um a três anos. Essa repetição e a constante publicidade de seus resultados podem ser vistas como uma estratégia para reforçar sua imagem de vigor mental, especialmente em um cenário político onde a saúde e a aptidão dos candidatos são frequentemente questionadas pelos eleitores e pela mídia.

A frequência da autoelogio e o contexto político

Apesar da natureza da avaliação, o ex-presidente frequentemente se vangloria de ter acertado “tudo” no teste, chegando a afirmar ter alcançado a pontuação máxima em três ocasiões distintas. Ele criticou aqueles que minimizam seu desempenho, chamando-os de “farsantes” por desvalorizarem o resultado.

Em maio, logo após realizar o teste no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, Trump já havia utilizado sua plataforma Truth Social para publicizar o resultado. Ele destacou ter obtido “a pontuação máxima de 30 em 30”, alegando que outros presidentes nunca se submeteram a um teste cognitivo “aprovado e de alta dificuldade”, diferenciando-se de seus antecessores.