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Tim Sweeney, da Epic Games, acusa Steam de perder milhões em receita por não ter jogos populares

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O empresário Tim Sweeney, CEO da Epic Games, segue como figura central em discussões acaloradas no universo dos videogames. Após embates públicos com gigantes como Apple e Google, Sweeney agora volta suas declarações críticas à plataforma Steam, da Valve, reacendendo o debate sobre a distribuição digital de games.

Recentemente, Sweeney já havia manifestado descontentamento com a política da Steam que exige a exibição de alertas sobre o uso de inteligência artificial em jogos. Contudo, em uma nova manifestação, o ponto central de sua objeção migrou para a ausência de grandes sucessos, como Fortnite, os títulos da Riot Games e Genshin Impact, no acervo da plataforma, o que, em sua análise, representa um prejuízo financeiro significativo para a Valve.

Crédito: Mixvale.com.br

A Visão de “Team Open” e a Crítica à Segmentação de Mercado

Em uma entrevista concedida à revista PC Gamer, o principal executivo da Epic Games reforçou seu apoio ao conceito de “Team Open”. Essa iniciativa, previamente apresentada durante a Unreal Fest, propõe a criação de um ambiente mais cooperativo e acessível para as empresas da indústria, com a possibilidade de incluir até mesmo a Valve em suas fileiras.

Ao ser questionado sobre os potenciais benefícios para a Valve em participar desse projeto colaborativo, Sweeney argumentou que o Steam não consegue atingir uma parcela substancial da audiência de jogadores de PC. Ele atribui essa limitação diretamente à carência de franquias de grande impacto em sua loja digital, o que impede a plataforma de capturar um público mais vasto.

“É algo que precisamos observar”, afirmou Sweeney, questionando a verdadeira extensão do alcance da Valve. Ele salientou que o Steam não engaja milhões de jogadores de títulos como Fortnite, os games da Riot Games (League of Legends, Valorant) e Genshin Impact, pois estes não estão disponíveis na plataforma. Essa lacuna representa uma vasta “oportunidade” de mercado inexplorada, que poderia ser aproveitada através de uma abordagem mais cooperativa, similar à adotada pela Epic e pela Microsoft. A Microsoft Store, por exemplo, oferece uma comissão de 12% aos desenvolvedores, percentual notavelmente inferior aos 30% cobrados por outras grandes lojas digitais, configurando um “acordo altamente vantajoso” e um incentivo à unificação. O Google também tem implementado modificações benéficas para os desenvolvedores, sinalizando um caminho para a concretização do “Team Open” e a ampliação do alcance do Steam para outras plataformas, como iOS e Android.

O empresário enfatizou que franquias como Fortnite, League of Legends, Valorant e Genshin Impact dominam uma fatia expressiva da base de usuários de jogos para computador. Como esses títulos são distribuídos exclusivamente por suas próprias lojas e lançadores, o Steam falha em atrair um contingente milionário de jogadores ativos para sua plataforma.

Modelos Alternativos e o Potencial de Expansão

Sweeney citou a Microsoft como um exemplo de empresa com uma estratégia mais flexível na distribuição de jogos, destacando a reduzida taxa de 12% da Microsoft Store. Ele também mencionou as recentes adaptações do Google, que visam tornar sua loja de aplicativos mais atrativa para os criadores de conteúdo.

A Posição Inabalável da Valve e o Desafio Filosófico

Apesar das recentes provocações do CEO da Epic, uma modificação na política da Valve parece improvável. A companhia mantém sua linha de atuação há anos, concentrando-se na expansão da plataforma Steam e no desenvolvimento de equipamentos próprios, como o Steam Controller, o Steam Machine e o futuro Steam Frame.

A disparidade de filosofias entre a Epic Games e a Valve permanece evidente. Em uma ocasião anterior, Sweeney chegou a classificar como “irresponsável” a decisão da Valve de exigir que os desenvolvedores informem sobre o uso de inteligência artificial generativa na criação de jogos distribuídos através do Steam.

Embora o Steam continue sendo o principal distribuidor digital para PC, Tim Sweeney argumenta que o potencial da plataforma seria maximizado com a integração de serviços, jogos e ecossistemas externos. Contudo, até o momento, a Valve não demonstrou qualquer intenção de alterar sua estratégia atual.