A Colômbia enfrenta um cenário desafiador após o potente terremoto que abalou o país em 10 de agosto de 2026. O balanço mais recente, divulgado na noite de 13 de agosto, elevou o número de vítimas fatais para 281. Além das mortes, mais de 3,9 mil pessoas sofreram ferimentos e 379 ainda estão desaparecidas, gerando apreensão em diversas comunidades.
No quinto dia após o evento sísmico, em 14 de agosto de 2026, as equipes de resgate intensificam os trabalhos, mas a expectativa de localizar mais sobreviventes sob os escombros diminui consideravelmente. A situação é particularmente crítica em Cali, a terceira maior cidade colombiana, onde os esforços se concentram agora na remoção de destroços, com as operações de busca ativa por vida sendo gradualmente encerradas na maioria das áreas afetadas.
#IMPACTANTE 💔🇨🇴 Siguen saliendo videos que muestran la magnitud del desgarrador momento que vivió Pereira durante el terremoto del pasado 10 de agosto. En cuestión de segundos, la fuerza del movimiento sacudió la ciudad y dejó imágenes que hoy siguen estremeciendo a Colombia.… pic.twitter.com/t8zUXbYawl
— Cristian Crespo F. 🇨🇺 (@cristiancrespoj) August 14, 2026
O líder da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia, David Tamayo, expressou a dolorosa realidade das operações. Ele afirmou que, embora a probabilidade de encontrar pessoas vivas esteja em declínio, a responsabilidade das equipes é continuar a procura por todos os indivíduos reportados como desaparecidos. Esta fase de transição das buscas ativas para a recuperação de corpos e remoção de entulhos é um indicativo da gravidade e do tempo decorrido desde o tremor.
O impacto do terremoto é sentido em várias regiões. A tragédia revela a vulnerabilidade da Colômbia a eventos sísmicos de grande escala, um lembrete da localização geográfica do país em uma zona de alta atividade tectônica. Compreender a escala do desastre é crucial para dimensionar a resposta humanitária e de infraestrutura necessária.
Com uma magnitude de 7.4, o sismo se destaca como o mais forte registrado na Colômbia na última década, ressaltando a severidade do impacto. Seu epicentro foi localizado na região de Chocó, no oeste do país, próxima ao litoral Pacífico. A força do abalo causou mortes e extensa destruição em departamentos como Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas, demonstrando a ampla área de alcance do desastre.
As cidades de Cali, Pereira e Manizales estão entre as localidades mais atingidas, onde o Exército colombiano atua ativamente nas operações de socorro e recuperação. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o desespero e a magnitude do movimento que sacudiu Pereira, com imagens que continuam a chocar o país e a evidenciar a rapidez com que a catástrofe se instalou.
Em resposta à calamidade, o governo colombiano declarou estado de desastre nacional em 12 de agosto de 2026. Esta medida, que terá validade de 12 meses, abrange uma vasta área, incluindo os departamentos de Antioquia, Caldas, Cauca, Chocó, Quindío, Cundinamarca, Risaralda, Huila, Valle del Cauca, Tolima, Putumayo e Norte de Santander, permitindo uma mobilização mais eficiente de recursos e esforços de reconstrução.
A solidariedade internacional também se fez presente. A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a liberação de dois milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 11,9 milhões, para apoiar as ações de resgate e assistência humanitária em território colombiano. Esse auxílio financeiro é vital para complementar os esforços nacionais e mitigar os efeitos devastadores do terremoto nas comunidades afetadas.