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A Polícia Federal iniciou, em 11 de setembro de 2026, uma apuração contra o senador Flávio Bolsonaro. O objetivo é examinar possíveis irregularidades no financiamento da produção cinematográfica “Dark Horse”, que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teve seu sigilo levantado após determinação do presidente da corte, ministro Edson Fachin.
A luz verde para o prosseguimento das diligências partiu do ministro André Mendonça em 22 de julho de 2026, atendendo a um pedido formulado pelos próprios investigadores. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também endossou a abertura do inquérito. O ministro relator no STF remeteu os autos aos agentes para que executem as medidas investigativas que não demandam prévia ordem judicial, permitindo o avanço nas oitivas e na análise preliminar de documentos.
As decisões judiciais indicam que os policiais federais estão buscando elementos que comprovem indícios de corrupção, evasão de divisas e lavagem de capitais. Essas suspeitas estão ligadas ao senador Flávio Bolsonaro e a negociações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O foco principal da investigação é rastrear a movimentação de quantias destinadas ao projeto cinematográfico, buscando entender sua origem e destino final. A apuração é crucial para garantir a transparência no financiamento de produções culturais e na conduta de figuras públicas, especialmente quando há suspeitas de uso indevido de recursos ou estruturas financeiras.
O caso se desdobra em pelo menos duas frentes investigativas distintas no Supremo Tribunal Federal, além de uma apuração paralela em âmbito estadual, evidenciando a complexidade da rede de supostas irregularidades. A multiplicidade de inquéritos e a atuação de diferentes órgãos de controle reforçam a seriedade das acusações e a abrangência das verificações necessárias para elucidar os fatos. Esse tipo de investigação multifacetada é comum em casos de grande repercussão, onde diferentes aspectos financeiros e administrativos podem estar interligados, exigindo uma abordagem coordenada, mas com focos específicos.
As investigações coordenadas pelo ministro Flávio Dino resultaram na deflagração da Operação Make Up. Nela, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram 49 mandados judiciais em diversas localidades, incluindo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Durante a operação, foram apreendidos documentos e mídias eletrônicas nas sedes das entidades sob investigação, materiais que agora serão analisados para subsidiar as apurações.
Como parte das medidas cautelares impostas pelo ministro Flávio Dino, o deputado Mario Frias foi proibido de deixar o território nacional enquanto o processo estiver em andamento. O congressista também teve restrições de contato com outros indivíduos que são alvos da apuração sobre o uso de emendas parlamentares, visando evitar interferências na coleta de provas e depoimentos.