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Mayo põe fim a jejum de 75 anos no futebol gaélico após superação de antiga ‘maldição’ de padre

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O time de futebol gaélico Mayo, do condado de Mayo, País de Gales, finalmente celebrou uma conquista histórica na noite de 26 de julho de 2026, ao levantar o troféu do All-Ireland Senior Football Championship. Esta vitória encerrou um período de 75 anos sem títulos, uma longa espera que era atribuída a uma antiga e peculiar “maldição” proferida por um padre em 1951. O triunfo representa não apenas um sucesso esportivo, mas também a quebra de uma lenda que permeou a história do clube por gerações.

A origem da lenda e o incidente de 1951

Em 1951, a equipe do Mayo havia acabado de garantir seu terceiro título nacional. Durante a jornada de volta para casa, uma celebração tomou um rumo inesperado na pequena vila de Foxford. Segundo o folclore local, o ônibus do time campeão passou pela cidade enquanto ocorria o velório de um morador. Desconsiderando os costumes tradicionais, o veículo não parou e nem desligou os motores, um ato que profundamente ofendeu o pároco local.

Jogadores do Mayo comemoram a conquista do troféu Sam Maguire — Foto: Instagram/@gaamayo_official Crédito: Extra.globo.com

Incomodado com o que ele percebeu como uma falta de respeito, o religioso teria lançado uma “maldição” sobre o clube galês: eles nunca mais conquistariam a principal divisão do campeonato enquanto qualquer membro daquele elenco campeão ainda estivesse vivo. A história, passada de boca em boca, tornou-se parte integrante da identidade do time e da esperança de seus torcedores.

O fim da “maldição” com o falecimento do último campeão

O peso dessa suposta maldição pairou sobre o time por décadas. Ano após ano, o Mayo via as oportunidades de título escaparem, alimentando a crença popular na profecia do padre. A esperança de quebrar o tabu parecia depender do destino de Mick Loftus, o último jogador remanescente da equipe de 1951 que ainda estava vivo. Em 2023, Loftus faleceu aos 93 anos, pavimentando o caminho para um novo capítulo na história do clube.

Exatamente três anos depois de sua morte, o Mayo finalmente reescreveu sua trajetória, conquistando o tão almejado campeonato. A vitória contra o Kerry, uma equipe que já levantou o troféu Sam Maguire quase quarenta vezes, demonstra a magnitude do desafio superado pelo Mayo após um jejum tão prolongado.

A emoção de uma comunidade e a relevância do título

A conquista gerou uma explosão de emoção em todo o condado. Padraig O’Hora, ex-defensor do Mayo e comentarista da BBC, não conseguiu conter as lágrimas ao vivo, tentando articular o significado da vitória para o povo da região. “Não consigo expressar em palavras. Milhares e milhares de pessoas sonharam com este dia, não consigo acreditar que ele chegou”, declarou ele, capturando o sentimento de alívio e euforia que tomou conta da comunidade.

Este título vai além do esporte, representando a superação de uma barreira psicológica e um momento de união para toda a comunidade. Para os torcedores, a vitória é a prova de que a persistência pode, eventualmente, prevalecer sobre as lendas mais antigas.

Entendendo o futebol gaélico: Uma fusão de tradições esportivas

O futebol gaélico é uma modalidade esportiva vibrante e com raízes profundas na Irlanda, onde foi criado no século XIX a partir de práticas medievais conhecidas como “caid”. O esporte combina elementos de futebol, rúgbi e basquete, sendo disputado por duas equipes de 15 atletas em um vasto campo gramado. O objetivo principal é impulsionar a bola, seja por chutes ou socos, para marcar pontos em traves em formato de “H”.

Caracterizado pela rapidez e pelo intenso contato físico, o futebol gaélico não permite o uso de proteções pesadas, exigindo grande agilidade e resistência dos jogadores. Sua popularidade e tradição no País de Gales e na Irlanda sublinham a importância cultural de campeonatos como o All-Ireland Senior Football Championship, tornando a vitória do Mayo um evento de grande significado histórico e cultural para a região.