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A seleção da Inglaterra assegurou sua passagem para a próxima etapa da Copa do Mundo de 2026, mas não sem antes enfrentar uma dura resistência da República Democrática do Congo. Em um embate onde o talento individual prevaleceu sobre a coesão coletiva inicial, os gols decisivos de Harry Kane e a performance inspiradora de Jude Bellingham foram cruciais para a vitória europeia, reforçando o apelido de “Copa dos Protagonistas” dado ao torneio.
O atacante Harry Kane reafirmou sua condição de artilheiro, balançando as redes duas vezes e elevando sua contagem para cinco gols em quatro jogos, posicionando-o entre os principais goleadores do campeonato. Ao seu lado, o meio-campista Jude Bellingham orquestrou o jogo inglês com notável consistência, destacando-se como uma peça fundamental na superação das dificuldades. A performance da dupla foi vital para que a equipe britânica conseguisse a classificação, em um momento onde o entrosamento do time parecia vacilar. O próximo adversário da Inglaterra será a seleção do México.
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— England (@England) July 1, 2026
A República Democrática do Congo apresentou uma estratégia inicial que pegou a Inglaterra de surpresa, adotando uma postura ofensiva e dominando a posse de bola, contrariando as expectativas de um jogo mais defensivo visto em confrontos anteriores contra potências como Portugal e Colômbia. Essa abordagem agressiva, com laterais avançados e movimentações constantes dos pontas Mbuku e Cipenga, expôs falhas na marcação inglesa. A equipe africana explorou a intermediária adversária com Sadiki e Mudau, criando um cenário de jogo inesperado que desestabilizou significativamente os europeus. A desarticulação entre os setores da Inglaterra e a vulnerabilidade defensiva foram evidentes.
A eficácia congolesa se materializou logo aos seis minutos, quando Cipenga aproveitou uma bola livre na área para abrir o placar, após um lançamento preciso de Mbemba que superou a defesa inglesa. A falha de Eliott Anderson em cobrir a infiltração de Sadiki abriu o espaço crucial para o gol, deixando a Inglaterra em desvantagem e sob a ameaça de sofrer mais gols em um período de grande insegurança técnica.
Diante do cenário adverso, o técnico Thomas Tuchel havia promovido alterações na escalação inicial, incluindo Spence na lateral-direita e Madueke na ponta-direita, além do retorno de Rice ao meio-campo. Jogadores como Saka e Stones iniciaram no banco, enquanto a dupla de zaga Konsa e Guéhi foi mantida. Essas mudanças visavam dar mais mobilidade e força ao ataque, mas a adaptação inicial foi desafiadora.
A pausa para hidratação revelou-se um ponto de virada, permitindo à Inglaterra reorganizar-se e reduzir os erros. Embora a coordenação coletiva ainda estivesse aquém do ideal, o controle da posse de bola no ataque aumentou. Madueke e Spence foram cruciais na criação de jogadas pela direita, com cruzamentos perigosos que exigiram intervenções da defesa congolesa. O goleiro Mpasi realizou defesas importantes, como em uma cabeçada de Bellingham e um chute de Rashford salvo sobre a linha por Wan-Bissaka, um dos destaques da República Democrática do Congo no primeiro tempo. Apesar das oportunidades, a falta de precisão nas finalizações e a solidez defensiva adversária adiaram o empate.
Enquanto o ataque inglês demonstrava sinais de melhora, a retaguarda continuava a apresentar inconsistências, com descoordenação na pressão e falhas de posicionamento. A equipe da República Democrática do Congo, mesmo recuando, não abdicou de suas investidas, e Yoane Wissa quase ampliou o placar com um chute que acertou a trave, em uma jogada bem construída. Houve também um lance de pênalti reclamado por Harry Kane, que driblou o goleiro e caiu, mas a arbitragem não considerou a infração suficiente.
A insatisfação com o placar impulsionou Jude Bellingham, que se tornou o principal motor ofensivo da Inglaterra após os primeiros vinte minutos. Ele criou duas chances claras no início do segundo tempo, incluindo um contra-ataque para Rashford, que finalizou para fora, e um chute de esquerda que parou novamente nas mãos de Mpasi. A busca pelo empate era visível, mas a coesão coletiva ainda era um desafio para o “English Team”.
A vitória, apesar de suada e com momentos de instabilidade, garante à Inglaterra sua continuidade no torneio. O confronto contra a República Democrática do Congo serviu como um alerta sobre a necessidade de maior coesão tática e solidez defensiva, mesmo com o talento individual de jogadores como Kane e Bellingham. A equipe de Thomas Tuchel terá de refinar sua estratégia e corrigir as vulnerabilidades expostas antes de encarar o México, um adversário que promete um novo teste de fogo na caminhada rumo ao título mundial.