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O arquipélago do Havaí entrou em estado de atenção máxima nesta quinta-feira (15), com a tempestade tropical Lala sendo elevada à categoria de furacão e avançando sobre a região. Com ventos sustentados alcançando 120 km/h, o fenômeno meteorológico forçou o fechamento de importantes aeroportos e portos, impactando diretamente a vida dos moradores e a logística das ilhas.
A confirmação da intensificação de Lala para furacão de Categoria 1 foi emitida pelo Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) no início da tarde, horário local. Dados atualizados de satélite e radar indicaram um ganho significativo de força, posicionando a tempestade a aproximadamente 135 quilômetros a sudeste da Big Island, a maior das ilhas havaianas.
Hurricane Lala arrives in Hawaii with winds of 120 km/h and closes airports https://t.co/tynhMnkX4C #storm #ElNino #UnitedStates #hawaii #HurricaneLala #lala #Hurricane pic.twitter.com/75EQoz1dtj
— MixVale (@Mixvale) August 16, 2026
Esta elevação coloca Lala como um evento potencialmente histórico. Há uma preocupação crescente de que este possa ser o primeiro furacão a tocar o solo no Havaí em 34 anos, um cenário que eleva o nível de preparação e alerta em todo o estado.
Em resposta à iminente chegada do furacão, o Departamento de Transportes do Havaí anunciou a suspensão das operações. O Aeroporto Internacional de Hilo e o Aeroporto Internacional Ellison Onizuka, em Kona, tiveram suas atividades interrompidas a partir das 14h, horário local. Além disso, o acesso a portos comerciais nas ilhas do Havaí, Maui e Kauai foi bloqueado.
Um aviso de furacão foi emitido especificamente para o condado do Havaí, que abrange a Big Island. As ilhas de Maui, Molokai e Kahoolawe, situadas mais ao noroeste, foram colocadas sob aviso de tempestade tropical, indicando condições climáticas severas.
O NWS alertou para uma série de perigos iminentes, incluindo chuvas torrenciais, ventos muito fortes, ondas perigosas e inundações localizadas. Há também a possibilidade de deslizamentos de terra, especialmente em áreas de encosta. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) previu que a Ilha Grande pode registrar mais de 600 milímetros de chuva e uma elevação da maré, gerando ondas de risco.
Mesmo antes de atingir o status de furacão, Lala já demonstrava sua força. Uma estação de monitoramento próxima a South Point registrou ventos contínuos de 66 km/h e rajadas de 102 km/h. A Big Island, que abriga cerca de 210 mil habitantes, já havia enfrentado volumes consideráveis de chuva no início do dia 15, com as condições adversas esperadas para persistir até o dia seguinte.
Diante da ameaça, o governador do Havaí, Josh Green, assinou um decreto de estado de emergência em 13 de agosto. Em pronunciamento oficial, Green ressaltou que Lala representa uma séria ameaça para o estado, particularmente para a Ilha do Havaí, e garantiu que todos os recursos necessários estão sendo mobilizados para a resposta. Esta proatividade é crucial para minimizar os danos e garantir a segurança dos residentes.
A formação do furacão Lala ocorre em um período de intensa atividade do El Niño na região central do Pacífico equatorial. As temperaturas elevadas da superfície do oceano são um fator determinante. A NOAA já indicou 69% de probabilidade de que este El Niño, ao atingir seu pico entre outubro e dezembro, se torne um evento de proporções “históricas”, superando a força de todos os episódios registrados desde 1950. Este cenário aumenta a preocupação com a frequência e a intensidade de eventos meteorológicos extremos.
Especialistas em clima alertam que as mudanças climáticas globais, impulsionadas pela contínua dependência humana de combustíveis fósseis, têm contribuído para o aumento da severidade e da ocorrência de fenômenos climáticos extremos como o Furacão Lala. A situação no Havaí serve como um lembrete vívido dos desafios crescentes impostos por um clima em transformação.