
Idanna Abignente pratica pole dance competitivo — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com
Aos 82 anos, a italiana Idanna Abignente redefine os limites da idade, consolidando sua posição como a praticante mais longeva a competir profissionalmente no pole dance. Residente de Pino Torinese, na Itália, sua jornada é um testemunho de paixão e determinação, inspirando um público cada vez maior a questionar as convenções sociais sobre o envelhecimento e a atividade física.
Idanna Abignente demonstra uma convicção inabalável de que a idade não deve ser um fator limitante para a busca de novas experiências. Ela expressou em entrevistas seu desejo de não permitir que sua certidão de nascimento determine suas escolhas ou atividades. “Não quero que o número decida por mim”, afirmou, destacando que, apesar de se aproximar dos 83 anos em setembro, não finge ter quarenta, mas recusa-se a ser definida por sua data de nascimento.
Essa postura desafia a percepção comum de que certas atividades são exclusivas de faixas etárias mais jovens. A história de Idanna ressalta a importância de manter a mente e o corpo ativos, servindo como um poderoso incentivo para idosos que buscam quebrar estereótipos e se engajar em novas paixões, independentemente da idade.
A incursão de Idanna no pole dance começou há aproximadamente doze anos, em uma circunstância inusitada. Um amigo de seu filho inaugurou um estúdio em Turim, e o que inicialmente se apresentou como um mero desafio de condicionamento físico rapidamente se transformou em uma profunda paixão. A partir daí, a italiana vislumbrou a possibilidade de levar sua dedicação um passo adiante: competir.
Desde então, sua rotina de treinamento é rigorosa, praticando duas a três vezes por semana e intensificando os exercícios nos períodos que antecedem os campeonatos. Essa disciplina e compromisso são cruciais para a manutenção de sua performance e saúde, demonstrando os benefícios de uma vida ativa em qualquer etapa da vida.
No universo das competições de pole dance, Idanna Abignente ocupa uma categoria singular. Ela conta, com bom humor, que nos campeonatos recentes tem sido a única atleta em sua faixa etária, acima dos 80 anos. “Eu sempre ganho porque não há outras competidoras com mais de 80 anos”, brincou, um fato que, embora engraçado, sublinha a raridade e a extraordinária natureza de seu feito.
Sua presença nos palcos não é apenas sobre vitórias, mas sobre a representação de uma nova forma de envelhecer. Ao continuar a competir e a inspirar, Idanna se torna um símbolo vivo do movimento de longevidade ativa, que ganha força globalmente, incentivando pessoas de todas as idades a perseguir seus sonhos e a manter a vitalidade através do esporte e da arte.