
Kristina Kedysheva foi presa após provocar caos a bordo de avião da United — Foto: Reprodução/X Crédito: Extra.globo.com
Uma viagem internacional com destino a Nova York terminou em confusão e prisão para uma passageira russa, após ela supostamente agredir um comissário de bordo e tentar abrir uma porta da aeronave em pleno voo. O incidente, que envolveu o consumo excessivo de álcool e exigiu a intervenção de cinco pessoas para contê-la, forçou um pouso de emergência nos Estados Unidos.
Kristina Kedysheva, de 36 anos, embarcou em um voo da United vindo da Itália. Durante a viagem, ela teria exibido um comportamento errático e falado com dificuldade, enquanto insistia em ser servida com mais bebidas alcoólicas. Documentos judiciais indicam que, ao ter seu pedido negado por um tripulante, a passageira o mordeu e chutou.
Em meio à altercação, Kedysheva teria filmado os funcionários da companhia aérea, acusando-os de “racismo” por não atenderem sua demanda. A situação se agravou quando a mulher ignorou as instruções do comandante para retornar ao seu assento e, em um momento de descontrole, tentou alcançar a maçaneta de uma das portas traseiras da aeronave. Cinco pessoas, incluindo membros da tripulação e passageiros, precisaram intervir para imobilizá-la.
Diante do risco iminente à segurança dos passageiros e da operação do voo, o piloto optou por um pouso de emergência em Bangor, Maine, pouco antes da meia-noite. Ao tocar o solo, Kristina Kedysheva foi imediatamente detida por autoridades locais, agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, além de agentes especiais do FBI.
Em depoimento ao FBI, realizado com o auxílio de um intérprete de russo, a passageira admitiu ter consumido três taças de vinho tinto e um uísque com refrigerante nas primeiras horas do voo. Ela alegou que a tripulação passou a tratá-la de forma grosseira após a recusa em servir mais álcool. Kedysheva afirmou que seu destino final era Nova York, onde celebraria o aniversário de 40 anos de uma amiga.
Este episódio ressalta uma crescente preocupação com a segurança e o comportamento de passageiros a bordo de aeronaves. A ocorrência acontece poucos dias após outro incidente notório, onde um passageiro foi imobilizado com fita adesiva e braçadeiras plásticas em um voo da American Airlines para Newark, Nova Jersey, depois de agredir e proferir insultos racistas e homofóbicos. Arthur Lundeen, de 67 anos, envolvido nesse caso, foi indiciado por agressão e conduta desordeira, resultando na perda de seu emprego em uma imobiliária.
A recorrência de tais eventos sublinha os graves riscos que comportamentos disruptivos representam para a aviação, levando a desvios de rota, atrasos significativos e, invariavelmente, a sérias consequências legais e profissionais para os envolvidos. As companhias aéreas e as autoridades de segurança reforçam as diretrizes contra a perturbação da ordem e a violência a bordo, visando garantir a integridade de todos os viajantes e tripulantes.