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Homem morre em ataque de tigre na Inglaterra após filmar própria entrada no recinto do felino

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Um incidente fatal abalou o Yorkshire Wildlife Park, próximo a Doncaster, na Inglaterra, quando um jovem de 23 anos foi morto por um tigre-siberiano. Minutos antes da tragédia ocorrida no último sábado (10/10), a vítima havia registrado em vídeo sua própria incursão no espaço do felino, um ato que culminou nos gritos de pânico de testemunhas.

Gravação pessoal precedeu o ataque mortal do felino

William Chapman, que tinha 23 anos, compartilhou um vídeo em suas redes sociais momentos antes do ocorrido, mostrando-se caminhando calmamente em direção a Altai, um tigre-siberiano de aproximadamente 190 quilos. O animal, descrito como “muito calmo” por seus tratadores, estava deitado em uma plataforma elevada. Em meio aos passos de William, gritos de espectadores são audíveis, expressando o choque e o medo diante da cena.

Vídeos subsequentes, feitos por outras testemunhas, capturaram o momento em que o tigre cercou e mordeu William. Em um instante de pausa no ataque, o jovem foi visto levantando o dedo para o felino, em um gesto que parecia de repreensão. A polícia descreveu William, que já havia atuado como ator mirim, como um “homem vulnerável”. Sua conta no Instagram continha publicações incomuns, incluindo uma foto onde ele aparece segurando uma Bíblia e uma balestra com uma flecha na boca.

Antes do ataque, visitantes do parque relataram ter visto William dançando de forma alegre e pedindo a uma estranha para tirar várias fotos dele com Altai ao fundo. “Obrigado, senhora”, ele disse na gravação entregue aos investigadores, evidenciando seu comportamento descontraído minutos antes da fatalidade.

Família revela batalha contra doença mental

A família de William Chapman expressou profunda dor e dificuldade em processar o ocorrido. Em comunicado, eles revelaram que o jovem “sofria de uma doença mental grave há vários anos” e recebia medicação forte. Os parentes esperam que as autoridades competentes investiguem a fundo para esclarecer as motivações por trás das ações de William.

Zoológico mantém decisão de não sacrificar o tigre

A direção do zoológico anunciou que Altai não será submetido à eutanásia, encerrando uma intensa discussão nas redes sociais sobre o destino do animal. A decisão foi defendida por Carole Baskin, conhecida ativista pelos direitos dos animais e estrela da série documental “Tiger King”, que afirmou que o tigre “não estava fazendo nada de errado”.

Altai, que havia sido transferido de um zoológico na Noruega, foi inicialmente descrito como um “tigre simpático e calmo”, que “adora treinamento e a hora de comer, e gosta especialmente de brincar na água, ao ar livre”. Charlotte MacDonald, diretora de Animais do zoo, havia expressado otimismo na chegada do felino. Os tratadores do parque afirmaram que nenhuma alteração no comportamento do animal foi observada desde então e que “fizeram tudo o que podiam” para evitar a tragédia.

Especialistas alertam sobre o instinto predatório incontrolável

Reece Oliver, especialista em animais e tratador de zoológico licenciado, explicou que grandes felinos são condicionados a reconhecer apenas itens específicos que entram em seu território. “Normalmente, as únicas coisas que entram naquele recinto são brinquedos de enriquecimento ou comida”, disse ele à Sky News. Oliver sugere que Altai provavelmente agiu por instinto predatório, percebendo a presença como algo a ser investigado, o que lamentavelmente resultou em um ataque fatal.

O especialista ressaltou a impossibilidade de domesticar completamente os instintos naturais de um predador selvagem. Ele enfatizou que qualquer pessoa que adentre o recinto de um grande felino está ingressando em um ambiente regido por leis da natureza, não por regras humanas. “A pessoa havia entrado no mundo do tigre, e tigres não seguem as nossas regras porque, no fim das contas, são tigres”, concluiu Oliver, ao mesmo tempo em que elogiou o Yorkshire Wildlife Park como “um local incrível, um dos melhores do Reino Unido”.