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A corrida presidencial de 2026 revela um cenário de extrema proximidade entre os principais concorrentes, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrando intenções de voto praticamente idênticas. Um novo levantamento, divulgado nesta quarta-feira, 21 de outubro, aponta o senador com 45% das preferências e o atual chefe do Executivo com 44% no simulado de segundo turno. A pequena diferença entre os dois candidatos os coloca em situação de empate técnico, dada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Ao analisar a evolução dos números, observa-se que Flávio Bolsonaro apresentou uma ligeira variação negativa, caindo um ponto percentual em relação à pesquisa anterior, datada de 14 de outubro, quando detinha 46%. Por outro lado, o presidente Lula manteve-se estável em 44%. A parcela de eleitores que manifestam a intenção de votar em branco, nulo ou se abster permaneceu inalterada em 9%, enquanto o grupo de eleitores ainda indecisos no cenário estimulado oscilou de 1% para 2%.
Quando a projeção de votos válidos é calculada, desconsiderando os votos brancos, nulos e indecisos, o senador Flávio Bolsonaro aparece com 50,6% dos votos, enquanto Lula alcança 49,4%. No cenário espontâneo, onde os entrevistados mencionam seus candidatos sem uma lista prévia de nomes, ambos os postulantes ao Palácio do Planalto registram um empate preciso, com 40% das menções cada. Neste mesmo recorte, o número de indecisos dobrou em apenas uma semana, passando de 7% para 14%, e os votos brancos e nulos variaram de 8% para 6%.
O estudo também investigou a taxa de rejeição dos dois candidatos e a avaliação da administração federal. A porcentagem de entrevistados que declaram não votar em Lula teve uma queda significativa de seis pontos percentuais em sete dias, recuando de 53% em 14 de outubro para 47% nesta última aferição. A rejeição a Flávio Bolsonaro também diminuiu no mesmo período, passando de 54% para 52%. Em relação à performance do governo federal, 47% dos eleitores ouvidos desaprovam a gestão do presidente petista, enquanto 46% a aprovam.
A pesquisa detalhou como os eleitores dos candidatos que não avançaram para o segundo turno, realizado em 4 de outubro, estão redistribuindo seus votos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. O comportamento dos eleitores do escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado, mostra um crescimento do apoio a Lula, que saltou de 34% para 48% em uma semana. Flávio Bolsonaro, por sua vez, viu sua fatia variar de 30% para 33% entre esse grupo. A intenção de voto em branco, nulo ou abstenção entre os eleitores de Cury caiu de 30% para 16%, e os indecisos passaram de 6% para 3%, dentro de uma margem de erro específica de 17 pontos.
Entre aqueles que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) na primeira etapa da eleição, onde a margem de erro é de 24 pontos, o senador do PL registrou um avanço considerável, de 42% para 57% das preferências. O candidato do PT, neste segmento, oscilou de 23% para 21%. Votos brancos, nulos ou abstenções reduziram de 33% para 22%, e os indecisos foram de 2% para zero.
Na base de Renan Santos, ex-candidato pelo partido Missão que declarou neutralidade, Flávio Bolsonaro viu seu apoio crescer de 40% para 51%, e Lula passou de 14% para 25%. Os votos brancos e nulos entre esses eleitores diminuíram de 43% para 24%, e os indecisos zeraram, com uma margem de erro de 20 pontos. Já entre os cidadãos que se abstiveram ou anularam o voto no início do mês, com margem de erro de 6 pontos, Lula marca 40% (ante 43%) contra 36% de Flávio Bolsonaro (ante 38%). Neste grupo, 21% pretendem repetir o voto branco, nulo ou ausência (eram 17%), e 3% permanecem indecisos (eram 2%).
Os recortes demográficos da pesquisa espontânea revelaram variações na indecisão, como um aumento de 8% para 17% entre as mulheres e de 13% para 31% entre os eleitores considerados independentes. Estes dados segmentados, contudo, ainda aguardam confirmação independente. A pesquisa também indicou que 90% da base de Lula tem uma decisão definitiva de voto (com 9% admitindo mudança), enquanto 93% dos eleitores de Flávio Bolsonaro se mostram convictos (com 7% de possibilidade de alteração). A expectativa de vitória atribuída ao senador subiu para 54% (ante 53% na semana anterior), e a do presidente alcançou 37% (ante 35% no levantamento prévio).
Este levantamento é o primeiro a ser divulgado após uma série de eventos importantes que podem ter impactado a percepção do eleitorado. Entre eles, destacam-se a promulgação do fim da escala de trabalho 6×1, as recentes sabatinas televisivas com os candidatos e a realização do primeiro debate do segundo turno. Esses acontecimentos marcam um período de intensa movimentação e debate público, que moldam as escolhas dos eleitores brasileiros com 16 anos ou mais até o dia da votação final.