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Castlevania: Belmont’s Curse Chega Trazendo Ação 2D e Grande Aceitação da Crítica

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O aguardado lançamento de Castlevania: Belmont’s Curse ocorreu nesta quinta-feira (15), marcando o retorno triunfal da icônica franquia ao seu formato clássico de ação e exploração em duas dimensões. Anunciado globalmente a partir de Windsor, no Reino Unido, o novo título já está acessível para jogadores de PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e computadores pessoais. A chegada do jogo coincide com as celebrações dos 40 anos da série e vem acompanhada de uma impressionante nota média de 86 no Metacritic, plataforma que consolida as avaliações de especialistas da indústria.

A concretização deste projeto se deu por meio de uma colaboração estratégica entre a Konami, detentora da marca, e os renomados estúdios franceses Evil Empire e Motion Twin. Essas desenvolvedoras são amplamente conhecidas pelo sucesso de Dead Cells e sua expansão, Return to Castlevania. Thomas Pfeiffeir, diretor-executivo da Evil Empire, enfatizou a complexidade de trabalhar com uma propriedade intelectual tão consolidada. Ele explicou que tal empreitada exige um foco técnico rigoroso da equipe, evitando que a criatividade individual se sobreponha às expectativas dos fãs. “É fundamental manter-se fiel à missão de entregar o que os jogadores esperam de um autêntico Castlevania”, declarou Pfeiffeir, ressaltando o compromisso com a base de fãs.

Para os entusiastas de PC, a distribuição digital do jogo é feita pelas plataformas Steam e Xbox no PC. Proprietários de consoles podem adquirir o título através das lojas oficiais da Sony, Microsoft e Nintendo. A trilha sonora original que acompanha a aventura foi cuidadosamente elaborada pelo compositor Daniel Asadi. Os jogadores têm a opção de comprar a edição padrão do jogo ou uma versão que inclui conteúdos adicionais e extras exclusivos.

A narrativa de Castlevania: Belmont’s Curse transporta os jogadores para a cidade de Paris, França, no ano de 1499. Este período é situado exatamente 23 anos após os eventos retratados em Castlevania III: Dracula’s Curse, conectando-se diretamente à rica mitologia da série. Os jogadores assumem o papel de Rose Belmont, uma personagem com uma herança poderosa, sendo filha da feiticeira Sypha Belnades e do lendário caçador de vampiros Trevor Belmont, figuras centrais na aclamada série animada da franquia disponível na plataforma de streaming Netflix. Na trama, Rose é afligida pela maldição de Drácula em seu braço direito e, ao lado de seu pai, embarca em uma jornada para a capital francesa, que se encontra envolta em caos e chamas, a fim de combater as criaturas monstruosas que emergem das sombras e do castelo do temido Conde Drácula.

Para enfrentar os perigos e navegar com agilidade pelos ambientes, a protagonista Rose utiliza o icônico chicote sagrado conhecido como Vampire Killer, o Matador de Vampiros. O sistema de combate oferece ampla personalização, permitindo aos jogadores equipar armamentos divididos em sete categorias distintas. Além disso, a jogabilidade incorpora o uso de relíquias e uma mecânica inovadora de Arcanas, que são cartas de tarô concedidas ao jogador após derrotar chefes desafiadores como Morte, Medusa, Carmilla e até mesmo uma versão sombria de Joana d’Arc, adicionando profundidade estratégica às batalhas.

A experiência sonora do jogo é enriquecida por um elenco de dublagem em inglês que traz de volta vozes familiares da adaptação animada da Netflix. Graham McTavish reprisa seu papel como o temível Conde Drácula, enquanto Alejandra Reynoso empresta sua voz à feiticeira Sypha Belnades. JB Blanc retorna como o destemido Trevor Belmont, e a atriz Abby Trott assume a responsabilidade de dar vida à voz da nova protagonista, Rose Belmont, garantindo uma continuidade para os fãs da animação.

Ben Laulan, chefe de negócios da Evil Empire, reforçou que a autonomia criativa da desenvolvedora foi um pilar fundamental durante todo o processo de produção, mesmo trabalhando em conjunto com a Konami, detentora da propriedade intelectual. “Estes ainda são jogos da Evil Empire; mesmo estando conectados a uma propriedade intelectual tão importante, é crucial para nós mantermos o controle criativo sobre o jogo que estamos desenvolvendo”, afirmou Laulan, destacando a liberdade artística que a equipe teve para moldar a nova aventura.

A notável pontuação de 86 no agregador Metacritic posiciona Castlevania: Belmont’s Curse como o jogo inédito mais bem avaliado da franquia desde Castlevania: Dawn of Sorrow, lançado em 2005. No panorama histórico da série na plataforma de notas, o novo título se destaca, ficando apenas atrás de clássicos como Dawn of Sorrow, o lendário Castlevania: Symphony of the Night (de 1997) e os três aclamados jogos para o portátil Game Boy Advance: Circle of the Moon, Harmony of Dissonance e Aria of Sorrow. Essa recepção calorosa da crítica sublinha a capacidade do jogo de honrar o legado da série enquanto inova.

O longo caminho até o lançamento e o retorno à essência da série

A chegada deste novo título às lojas marca o fechamento de um período de divulgações intensas, que teve início já no primeiro trimestre deste ano, gerando grande expectativa entre os fãs. Mais significativamente, a estreia de Castlevania: Belmont’s Curse encerra um hiato de mais de uma década sem novas produções na linha principal da série, cujo último lançamento havia sido Castlevania: Lords of Shadow 2, em 2014, há 12 anos. No segmento específico dos jogos de exploração em duas dimensões, o título representa um reencontro com o formato tradicional após 18 anos, desde Castlevania: Order of Ecclesia, de 2008, ou 13 anos se considerarmos o jogo derivado em formato 2.5D Castlevania: Lords of Shadow – Mirror of Fate, lançado em 2013, o que reforça a importância deste lançamento para os puristas da série.

A estrutura de exploração de mapas expansivos em 2D, combinada com a coleta de itens, aprimoramentos de equipamentos e batalhas desafiadoras contra chefes, foi tão influente que deu origem ao termo “Metroidvania”. Esta palavra, que une os nomes das franquias Metroid e Castlevania, descreve um subgênero de jogos de plataforma e ação-aventura. O estilo foi solidificado na indústria a partir do lançamento de Castlevania: Symphony of the Night, em 1997, e desde então serviu de base para diversos títulos modernos que receberam prêmios em cerimônias internacionais do setor, incluindo sucessos como Hollow Knight, o próprio Dead Cells, Bloodstained: Ritual of the Night, Blasphemous e Ori and the Blind Forest, mostrando a duradoura influência do legado de Castlevania no design de jogos.