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WhatsApp introduz senha de 6 dígitos para controle parental em contas de adolescentes no Brasil

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O WhatsApp começou a implementar novos mecanismos de supervisão parental para usuários adolescentes no Brasil nesta quarta-feira (30). A funcionalidade permite que pais e responsáveis estabeleçam e monitorem configurações de segurança e privacidade para perfis de jovens com idades entre 13 e 17 anos, mantendo a integridade da criptografia de ponta a ponta em todas as mensagens e chamadas.

Uma das principais novidades é a exigência de uma senha de segurança de seis dígitos, que deve ser definida pelos próprios responsáveis. Caso o adolescente tente flexibilizar alguma das restrições impostas na conta, a modificação só poderá ser efetivada mediante a autorização do adulto, que precisará inserir a senha previamente cadastrada no sistema.

WhatsApp – On The Back Of Camera/ Shutterstock.com Crédito: Mixvale.com.br

É importante ressaltar que os responsáveis não terão qualquer tipo de acesso ao conteúdo das mensagens trocadas ou ao áudio das ligações realizadas pelos jovens na plataforma. A empresa assegurou que a arquitetura de segurança da ferramenta foi projetada para preservar a privacidade das comunicações entre os contatos.

Em comunicado oficial, a Meta reiterou o compromisso com a confidencialidade: “Ninguém mais pode ler ou ouvir o conteúdo dessas conversas, nem mesmo o WhatsApp”. O sigilo das interações continua garantido pela criptografia de ponta a ponta, que impede que familiares, a própria companhia ou terceiros visualizem textos, imagens e vídeos compartilhados em chats individuais ou em grupos.

O conjunto de recursos de monitoramento confere aos adultos a capacidade de determinar quem pode visualizar a foto de perfil do jovem, quem tem permissão para acompanhar as atualizações de status e quem pode adicionar o número do adolescente em grupos. Adicionalmente, o aplicativo passará a enviar notificações automáticas ao aparelho do responsável quando o filho entra ou sai de conversas em grupo, ou quando um grupo específico registra um aumento significativo no número de participantes.

Novas Definições para a Meta AI no WhatsApp

Na interação com as ferramentas de inteligência artificial da plataforma, os pais agora dispõem da possibilidade de restringir as respostas geradas no aplicativo. O perfil pode operar no modo padrão, recomendado para usuários a partir de 13 anos, ou na modalidade mais restritiva, chamada “Conteúdo limitado”, desenvolvida para bloquear interações consideradas inadequadas para a faixa etária dos jovens.

Contudo, o aplicativo não forneceu detalhes específicos sobre quais temas ou tipos de respostas são exatamente barrados quando o filtro de “Conteúdo limitado” da Meta AI é ativado nas contas sob gerenciamento parental.

O processo de conexão entre os dispositivos é realizado com os celulares do jovem e do adulto em mãos, exigindo a confirmação da maioridade do supervisor durante a etapa de registro no sistema do WhatsApp.

A expansão desses mecanismos de supervisão ocorre em um período de adaptação das empresas de tecnologia às exigências da legislação brasileira voltada para a proteção infantil na internet. Em março de 2026, a Meta já havia introduzido contas gerenciadas destinadas a crianças e pré-adolescentes com menos de 13 anos, permitindo que os pais administrassem a lista de contatos e aprovassem solicitações de conversas de números desconhecidos, um movimento que antecedeu a chegada destas novas ferramentas para adolescentes.

O arcabouço legal estabelecido pela Lei 15.211, conhecida como ECA Digital, entrou em vigor em 17 de março de 2026 e impõe obrigações aos provedores de aplicações de internet, incluindo a implementação de mecanismos de controle parental nativos e filtros de proteção desde o desenvolvimento dos sistemas. Segundo um relatório de transparência divulgado pela Meta, o WhatsApp removeu 61.115 contas brasileiras no primeiro semestre de 2026 devido a violações relacionadas à segurança e proteção de menores de idade, evidenciando a crescente preocupação e atuação da empresa.

A introdução deste controle de privacidade marca diversas fases de ajustamento jurídico e técnico para o aplicativo em território nacional ao longo de 2026 e nos anos seguintes, refletindo um cenário regulatório em constante evolução.

A disponibilização dos novos recursos está sendo feita para dispositivos com sistemas operacionais compatíveis, sem custos adicionais para os usuários, com a aplicação prática das sanções legais previstas para o início de 2027.