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STF autoriza acesso público a dados financeiros do Banco Master e Daniel Vorcaro em investigação

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra do sigilo sobre transferências e pagamentos relacionados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, em uma decisão proferida em 14 de setembro de 2026, em Brasília. A medida abre caminho para a divulgação de relatórios financeiros detalhados, que foram compilados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a pedido da Polícia Federal.

A liberação dessas informações é um passo significativo na apuração que envolve o empresário, que permanece sob custódia. O acesso público a esses documentos pode trazer novos contornos à investigação, especialmente considerando a complexidade das operações financeiras e as figuras públicas envolvidas no processo.

Crédito: Mixvale.com.br

Caminho percorrido pela decisão judicial no Supremo

A iniciativa para a abertura dos registros financeiros teve início com uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes, apresentada em 13 de setembro de 2026. O pedido foi então acatado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que encaminhou o processo ao ministro André Mendonça para a formalização da liberação dos documentos bancários.

Esta não é a primeira vez que o Supremo Tribunal Federal age para desvendar aspectos do “caso Master”. Até o momento, a Corte já havia retirado o sigilo de 53 procedimentos investigatórios que se conectam a esta apuração. A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do vice-procurador-geral Hindenburgo Chateabriand Filho, emitiu um parecer favorável à quebra de sigilo, argumentando a relevância dos documentos para a compreensão plena dos fatos em debate.

Próximo julgamento debaterá comunicações entre ministro e empresário

Um ponto crucial da investigação será levado ao plenário do STF em 15 de setembro de 2026: a análise de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A Polícia Federal identificou um total de 52 comunicações entre os dois, datadas de 21 de dezembro de 2023 a 17 de novembro de 2025, período que antecede a primeira prisão do executivo.

A Procuradoria-Geral da República, no entanto, solicitou o arquivamento das apurações relacionadas a essas mensagens. O órgão argumenta que a determinação para a produção dessas provas por Mendonça teria ocorrido sem a consulta prévia ao colegiado do Supremo, o que levanta questões procedimentais importantes dentro da Corte.

Alegações sobre minuta contratual e escritório de advocacia

Os documentos produzidos pela Polícia Federal apontam para um suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes na edição de uma minuta contratual. O contrato em questão, avaliado em R$ 130 milhões, teria sido firmado entre a instituição financeira e a banca Barci de Moraes, escritório de advocacia que pertence a Viviane Barci, cônjuge do magistrado.

Essa alegação, se confirmada, pode gerar sérias implicações éticas e legais para o ministro, adicionando uma camada de complexidade e sensibilidade ao caso. O envolvimento de um membro da mais alta corte do país em um contrato de tal magnitude com uma entidade sob investigação e vinculada a um familiar direto é um ponto de grande atenção pública e judicial, que exige total transparência e rigor na apuração.