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Senador Lindsey Graham, figura proeminente da política dos EUA e aliado de Trump, falece aos 71 anos

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O influente senador republicano Lindsey Graham, representante da Carolina do Sul e uma voz proeminente no cenário político dos Estados Unidos, morreu no sábado, 11 de julho de 2026, aos 71 anos. Seu falecimento foi anunciado pelo próprio gabinete do parlamentar por meio de uma nota oficial divulgada em plataformas digitais, marcando o fim de uma longa e impactante carreira pública.

O comunicado oficial informou que a morte ocorreu após uma “doença repentina e breve”. Embora a causa exata não tenha sido confirmada, a emissora americana NBC noticiou que equipes de emergência foram chamadas à residência de Graham em Washington D.C. para atender a um incidente de parada cardíaca, fornecendo um vislumbre dos momentos que antecederam o óbito.

Crédito: Mixvale.com.br

Detalhes sobre o falecimento do senador e a repercussão

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou sua “profunda tristeza” pela partida de Graham, descrevendo-o como um “verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro”. A declaração sublinha a relevância do senador no cenário internacional e seu engajamento em questões de segurança global.

No dia seguinte ao seu falecimento, domingo, 12 de julho de 2026, Lindsey Graham tinha um compromisso agendado para participar do programa de entrevistas “Meet the Press” da NBC. Sua ausência inesperada ressalta a interrupção abrupta de sua atuação pública e do debate político que ele frequentemente integrava.

A complexa relação política com Donald Trump

Nos últimos anos de sua vida, Lindsey Graham consolidou-se como um dos principais conselheiros do ex-presidente Donald Trump, especialmente em temas de política externa. Essa aliança representou uma reviravolta notável, considerando que Graham foi um adversário de Trump nas primárias republicanas de 2016, chegando a criticar publicamente sua aptidão para o cargo.

Donald Trump expressou profundo pesar pela perda, homenageando o senador em sua plataforma Truth Social. O ex-presidente o descreveu como “uma das melhores pessoas” e “um verdadeiro patriota americano”, lamentando que “Lindsey fará muita falta!!! Muito triste!”. Essa declaração reflete a proximidade e o respeito mútuo desenvolvidos entre os dois líderes.

Apesar da forte ligação recente, a história entre Graham e Trump foi marcada por atritos iniciais. O senador chegou a usar termos pejorativos para se referir a Trump, especialmente após comentários desfavoráveis feitos pelo então empresário sobre John McCain, um ex-senador, veterano de guerra e grande amigo de Graham no Senado. McCain, Graham e o ex-senador independente Joe Lieberman eram conhecidos como os “Três Amigos”, notórios por suas viagens conjuntas para promover uma política externa intervencionista.

A mudança de postura de Graham em relação a Trump ocorreu após a vitória do empresário na eleição presidencial. O senador transformou-se em um de seus mais férreos defensores, compartilhando frequentes conversas e partidas de golfe, enquanto McCain manteve sua postura crítica. Em uma entrevista de 2018 à Associated Press, Graham justificou sua nova aliança citando a lição de McCain de que o país deve unir-se após as eleições, implicando a necessidade de apoiar o presidente eleito.

Apesar dessa proximidade, houve um breve rompimento após a invasão do Capitólio por apoiadores de Trump em 6 de janeiro de 2021, quando Graham declarou: “Estou fora. Já chega”. Contudo, essa distância foi temporária, e ele rapidamente retomou seu papel como um dos principais apoiadores de Trump, mantendo-se leal ao longo do segundo mandato presidencial.

Uma carreira dedicada à política externa e defesa

Lindsey Graham iniciou sua trajetória no Senado em 2002 e, ao longo de sua permanência, foi um defensor consistente de uma política externa robusta e do uso da força militar dos Estados Unidos para proteger os interesses de segurança nacional. Seu site oficial destaca essa dedicação à “Guerra ao Terror” e à defesa dos valores americanos no exterior.

Recentemente, o senador participou de uma delegação que visitou Kiev, capital da Ucrânia, onde anunciou um acordo para o avanço de um novo pacote de sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. Essa ação reitera seu compromisso com a política internacional e a defesa de aliados em conflitos globais, uma marca registrada de sua carreira.

Em 2021, Graham ganhou atenção no Brasil ao fazer declarações sem comprovação de que milhares de brasileiros estariam cruzando ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos, supostamente ostentando roupas de grife e bolsas da marca Gucci. Esse episódio ilustra sua propensão a comentários que, por vezes, geravam controvérsia e repercussão internacional.

A guinada nas alianças e o impacto no discurso

Com mais de três décadas dedicadas à vida pública, Lindsey Graham iniciou sua jornada eleitoral em 1992 como deputado estadual, após atuar como advogado militar e civil. Oriundo de uma família humilde de Central, Carolina do Sul, ele cresceu ajudando os pais em um bar antes de sua formação em Direito impulsionar sua carreira política.

Sua ascensão à cena nacional ganhou destaque em 1999, quando integrou a comissão da Câmara dos Representantes que aprovou o processo de impeachment do então presidente Bill Clinton, demonstrando sua capacidade de atuação em momentos cruciais da política americana.

Após sua tentativa frustrada de obter a indicação republicana para a Presidência em 2016, Graham reavaliou sua estratégia política. A aliança com Donald Trump não apenas mudou suas relações, mas também se refletiu em seu discurso. Anteriormente visto como mais moderado em questões como imigração, ele adotou posições mais rígidas e alinhadas às propostas de Trump.

Apesar dessa guinada, Graham não esteve imune a embates dentro de seu próprio partido. Houve momentos em que se distanciou das vertentes mais conservadoras, como ao votar a favor da indicação de uma juíza de Barack Obama para a Suprema Corte, evidenciando uma complexidade que transcendia alinhamentos partidários rígidos.

Legado e atuação em comissões do Senado

No momento de seu falecimento, Lindsey Graham presidia a influente Comissão de Orçamento do Senado. Além disso, ele integrava outras comissões de grande relevância, como a de Apropriações, a Judiciária e a de Meio Ambiente e Obras Públicas. Sua participação em múltiplos comitês sublinha sua vasta influência e o alcance de seu trabalho legislativo no Congresso americano.