
Beata Monalisa é a irmã 'desconhecida' da ativista climática Greta Thunberg — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com
Beata MonaLisa, a irmã mais nova da mundialmente conhecida ativista climática sueca Greta Thunberg, está emergindo publicamente com uma identidade artística própria, marcando um claro contraste com o perfil de sua parente. A jovem de 20 anos tem buscado seu espaço no cenário cultural, priorizando a música e a dança, em um caminho que se distingue notavelmente da postura combativa de Greta em questões ambientais e sociais.
Em uma recente conversa pública, Beata, conhecida como Bea, enfatizou sua jornada para estabelecer uma identidade independente. Ela nasceu com o nome que homenageia suas antepassadas: a avó Mona e a bisavó Lisa. Sua paixão pelas artes é antiga, com a dança presente desde os primeiros passos e o canto desde os sete anos, uma paixão que, curiosamente, a expôs a episódios de bullying na escola.
A artista revelou que suas apresentações escolares eram frequentemente recebidas com desdém pelos colegas. “Eu me apresentava em shows da escola e todo mundo achava que eu era chata”, confidenciou, destacando as dificuldades enfrentadas em seus primeiros anos de expressão artística.
Beata MonaLisa tem conquistado a atenção do público com sua interpretação da clássica canção francesa “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf, composta em 1949. A performance tem gerado grande expectativa para seu disco de estreia, um projeto que ela vem desenvolvendo desde os 13 anos, com todas as músicas de sua autoria.
O álbum é descrito como “pró-queer e antimachista”, revelando uma faceta de ativismo cultural que, embora diferente do ativismo político de sua irmã, igualmente desafia normas estabelecidas. No processo de criação, Beata enfrentou resistências na indústria musical. “Tenho muitos produtores homens heterossexuais que me dizem como cantar. Eles querem sentir que me ensinaram algo. Uma mulher jovem e que fala alto é muito provocativa, especialmente para eles, porque eles querem ter o controle”, explicou, evidenciando sua luta por autonomia criativa.
Este posicionamento da artista ressalta a importância de vozes femininas no controle de suas narrativas e produções artísticas, um tema relevante no debate contemporâneo sobre equidade de gênero na indústria do entretenimento.
Outro ponto de divergência marcante entre Beata e Greta é a forma como utilizam as plataformas digitais. Enquanto Greta Thunberg mantém um estilo mais formal e focado em suas causas, Beata MonaLisa frequentemente compartilha imagens que exploram uma estética mais sensual e provocativa. Essa abordagem reflete uma busca por autoexpressão e conexão com sua audiência que transcende a fama ligada ao sobrenome.
A jovem artista reflete sobre a complexidade da aceitação e do sucesso na era digital. “Talvez seja um sentimento. Você pode ser mundialmente famosa e não se sentir aceita, ou pode ter uma base de fãs pequena e se sentir muito bem-sucedida”, ponderou, oferecendo uma perspectiva sobre a valorização da autenticidade e da conexão genuína em detrimento da mera visibilidade global.
A emergência de Beata MonaLisa sublinha como jovens de famílias proeminentes podem moldar suas próprias trajetórias, utilizando diferentes linguagens – seja a arte, a música ou a imagem – para comunicar mensagens e construir sua identidade em um mundo cada vez mais conectado e diverso.