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A Rússia enfrentou no domingo, 16 de agosto de 2026, um dos maiores e mais coordenados ataques aéreos da Ucrânia desde o início do conflito. Quase 900 veículos aéreos não tripulados foram lançados contra o território russo, resultando em pelo menos seis mortes e causando uma série de danos materiais significativos. Em resposta e de forma paralela, cidades ucranianas, incluindo a capital Kiev, também foram alvo de mísseis russos, que deixaram um rastro de vítimas fatais e feridos.
O Ministério da Defesa russo divulgou ter interceptado um total de 822 drones ucranianos durante a noite da ofensiva. A capital russa foi um dos principais alvos, com o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, indicando que aproximadamente 600 desses equipamentos foram detectados em rota para a metrópole. Destes, cerca de um terço foi abatido sobre a região metropolitana. Um incidente trágico em Moscou resultou na morte de um homem de 83 anos, cuja residência foi atingida por um drone, conforme detalhado pelo governador Andrey Vorobyov. A escala deste ataque representa uma significativa intensificação da capacidade ucraniana de atingir alvos em território russo, marcando um dos maiores volumes de drones utilizados em uma única operação.
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— MixVale (@Mixvale) August 17, 2026
Além dos ataques diretos, a estratégia ucraniana parece ter se expandido para incluir alvos com impacto econômico. Um drone ucraniano atingiu e incendiou um armazém da Wildberries, uma das maiores empresas de varejo da Rússia, localizada na cidade de Podolsk, também na região de Moscou. O governador Andrey Vorobyov confirmou o ocorrido, e imagens divulgadas pela mídia russa mostraram densas colunas de fumaça preta ascendendo do local. Essa ação sinaliza uma intenção de levar as consequências da guerra diretamente à população russa, afetando a economia e o cotidiano, e representa um desdobramento na tipologia dos alvos escolhidos por Kiev.
No sudoeste da Rússia, a região de Rostov foi severamente impactada, com três cidades atingidas por mais de 150 drones. Este segmento da ofensiva causou a morte de cinco pessoas. O governador local, Yury Slyusar, confirmou que a ação resultou em danos a diversas residências e a uma estação ferroviária, além de ter provocado um incêndio florestal de grandes proporções. A Ucrânia tem demonstrado uma crescente capacidade de utilizar mísseis de longo alcance e drones, direcionando-os cada vez mais não apenas à indústria militar e instalações de energia, mas agora também a centros logísticos civis, evidenciando uma ampliação do escopo de suas operações.
Em paralelo à ofensiva ucraniana, a Ucrânia foi alvo de múltiplos ataques russos que resultaram em mortes e feridos em diversas cidades. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, informou que um ataque com mísseis na cidade de Kryvyi Rih matou duas pessoas e feriu outras 14. Ele também confirmou a morte de uma pessoa na cidade de Sumy, em mais um incidente que sublinha a continuidade dos confrontos em solo ucraniano.
A capital ucraniana, Kiev, não escapou dos ataques, sendo atingida por mísseis russos que causaram incêndios em pelo menos dois distritos, conforme relatado pelo prefeito Vitali Klitschko. Na cidade, uma pessoa perdeu a vida e outras sete ficaram feridas. Além dos mísseis, mais de 100 drones foram direcionados a Kiev. As autoridades militares da capital emitiram alertas de ataque aéreo, orientando os moradores a buscar abrigo. Os alertas foram acionados duas vezes após as 2h no horário local, cada um com duração de aproximadamente meia hora. Klitschko descreveu explosões na cidade e informou que a queda de destroços provocou incêndios em uma área não residencial, em vários veículos e em um edifício no distrito de Obolonski, destacando a vulnerabilidade contínua da capital ucraniana.