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Fim de uma era: Microsoft desativa personalização de temas no Windows Media Player Legacy

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O tradicional Windows Media Player Legacy não oferecerá mais o suporte a temas e capas visuais customizadas no Windows 11, com a mudança programada para entrar em vigor a partir de 10 de novembro de 2026. Essa decisão técnica da Microsoft afetará diretamente os dispositivos que rodam a versão 24H2 e as compilações subsequentes do sistema operacional, marcando o encerramento de uma funcionalidade estética que esteve presente no reprodutor por mais de duas décadas.

A comunicação oficial sobre a alteração foi incorporada à documentação do kit de desenvolvimento de software (SDK) do aplicativo, disponível no portal Microsoft Learn, mantido pela gigante de tecnologia em Redmond, nos Estados Unidos. O texto informa claramente: “Os temas não serão mais suportados no Windows Media Player Legacy (WMPL) a partir de 10 de novembro de 2026, no Windows 11 versão 24H2 e posteriores.”

Crédito: Mixvale.com.br

No entanto, no sábado, 26 de setembro de 2026, usuários e especialistas em tecnologia já haviam notado que a capacidade de carregar temas nostálgicos, identificados pela extensão .wmz, havia parado de funcionar em diversos computadores atualizados. A interrupção ocorreu bem antes do prazo formal divulgado pela desenvolvedora. Em vez de exibir as molduras personalizadas previamente configuradas, o programa passou a iniciar diretamente em sua interface padrão cinza. A situação foi detalhada pelo jornalista Abhijith M B, do Windows Latest, e confirmada por Aryeh Goretsky, pesquisador de segurança digital e supervisor do fórum Neowin.

“Eu utilizo o Windows Media Player Legacy no Windows 11 como um reprodutor de mídia leve e fiquei um tanto surpreso quando ele iniciou com a interface de usuário padrão em vez do tema clássico, com o nome de arquivo CLASSIC.WMZ, que a Microsoft oferece desde os tempos do Windows 2000 e do Windows Me”, comentou Aryeh Goretsky, em uma declaração sobre a súbita modificação no software.

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Apesar da remoção dos elementos visuais estilizados, o aplicativo Windows Media Player Legacy em si permanecerá acessível no sistema operacional como um recurso opcional. Os usuários que dependem do programa para a reprodução local de arquivos de áudio e vídeo, gerenciamento de listas de reprodução e extração de faixas de CDs continuarão a ter acesso a essas funções, operando agora apenas com o visual padrão cinza.

A Microsoft tem direcionado seus usuários a fazerem a transição para o novo aplicativo Media Player do Windows 11, que foi desenvolvido para substituir o antigo Groove Music. Diferentemente da versão clássica, a ferramenta moderna foi concebida sem suporte para pacotes completos de personalização de interface, permitindo apenas ajustes simples de planos de fundo e cores de destaque.

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A persistência na preferência pelo Windows Media Player clássico é justificada por notáveis diferenças de desempenho e funcionalidade em comparação com a alternativa mais recente do Windows 11. Em análises de performance do sistema, o Windows Media Player Legacy consome aproximadamente 103,4 MB de memória RAM em estado ocioso. Em contraste, o novo Media Player chega a consumir cerca de 377 MB de memória na mesma condição. Além do maior uso de recursos, o reprodutor mais novo frequentemente exige a aquisição de um pacote de extensão de codec HEVC na loja oficial da Microsoft, por um valor de US$ 0,99, para a execução de certos vídeos, enquanto a edição legada abre muitos desses arquivos sem custos adicionais, o que representa uma economia para o usuário.

A introdução dos temas visuais na plataforma da Microsoft teve suas raízes na intensa disputa pelo mercado de mídia digital no final dos anos 1990. Em 1997, o lançamento do concorrente Winamp popularizou a capacidade de trocar completamente as capas estéticas na reprodução de arquivos MP3. Para fazer frente ao rival, a Microsoft lançou o Windows Media Player 7 no ano 2000, já com suporte oficial aos arquivos de extensões .wms e .wmz. Essa estratégia foi expandida em 1º de dezembro de 2000 com o Windows Media Player Bonus Pack, um pacote que incluía uma ferramenta dedicada a converter temas criados para o Winamp em formatos compatíveis com o software da Microsoft.

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A diminuição gradual dos recursos do reprodutor clássico é um processo contínuo. Em etapas anteriores, a empresa desativou os serviços de proteção de direitos autorais digitais (DRM) em sistemas operacionais mais antigos e encerrou a consulta online automatizada para metadados e capas de CDs. Em agosto de 2026, compilações experimentais de testes do Windows 11 também passaram a bloquear a exibição de legendas na versão clássica, acompanhadas de alertas para a adoção do aplicativo mais recente.

A Microsoft não forneceu esclarecimentos se a impossibilidade de carregar arquivos .wmz, observada no final de setembro de 2026, é resultado de uma antecipação planejada via atualização de sistema ou de uma falha não intencional na versão 24H2. O cronograma estipulado pela documentação técnica mantém a terça-feira, 10 de novembro de 2026, como o prazo formal para a remoção completa do suporte às capas visuais personalizadas no Windows 11.