
Stephanie Mullaley e o marido, Nick — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com
Uma educadora de Iowa, nos Estados Unidos, foi desligada de seu cargo após implementar um controverso esquema de arrecadação de fundos que envolvia a atribuição de pontos extras a estudantes. Stephanie Mullaley, que lecionava no Distrito Escolar Comunitário de Clinton, foi dispensada em 29 de maio, sob a acusação de violar as políticas de ética da instituição.
A iniciativa da professora Mullaley consistia em bonificar os alunos de sua disciplina de Inglês com pontos adicionais caso eles doassem valores para sua página pessoal no GoFundMe. O objetivo era custear uma viagem ao Equador com seu marido, Nick, descrita como uma “missão médica”.
O juiz administrativo Duane Golden, responsável pela análise do caso, pontuou que a prática gerou pressão sobre os estudantes para que contribuíssem com a conta particular da educadora. A meta estabelecida na plataforma de financiamento coletivo era de US$ 1.800 (equivalente a cerca de R$ 9.320 na cotação atual), mas a campanha arrecadou apenas US$ 140 (aproximadamente R$ 725), provenientes de seis doações que variaram entre US$ 5 e US$ 50.
A demissão de Stephanie Mullaley do Distrito Escolar Comunitário de Clinton foi formalizada em 29 de maio, fundamentada na violação da política de ética da instituição. O caso veio à tona por meio de documentos obtidos, que detalharam a investigação e as conclusões sobre a conduta da professora.
A decisão ressalta a importância da imparcialidade e da não exploração da relação de poder entre educadores e alunos. Incidentes como este sublinham a rigorosa fiscalização sobre a conduta de profissionais da educação nos Estados Unidos, onde as diretrizes éticas visam proteger os estudantes de qualquer forma de coerção ou influência indevida, especialmente em questões financeiras.
Em sua campanha de arrecadação, já desativada, Stephanie Mullaley mencionou que ela e seu marido, Nick, haviam sido convidados para uma viagem à América do Sul e buscavam apoio financeiro de amigos e familiares. Em uma publicação no Facebook, acompanhada do link para a campanha, a professora descreveu o evento como uma “jornada com um grupo de missão médica”, que se concretizaria em “fins de 2025” após um convite oficial.
Ela expressou sentir-se “abençoada” pela oportunidade de “servir a uma comunidade que precisa de assistência médica”, afirmando que “Deus preparou isso” e eles estavam “atendendo a esse chamado”. Mullaley também pediu orações para aqueles que não pudessem contribuir financeiramente, sem fornecer detalhes específicos sobre a natureza da suposta “missão médica”.
Apesar da justificativa, a ação de vincular a doação de alunos à nota final da disciplina foi considerada uma grave infração ética, culminando em sua dispensa antes mesmo da viagem planejada.