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PL projeta maior bancada no Senado e elege cinco governadores após primeiro turno das eleições 2026

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O Partido Liberal (PL) emergiu como uma força política dominante no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizadas em 4 de outubro. A legenda assegurou um desempenho notável, garantindo a eleição de cinco governadores e projetando a maior bancada no Senado Federal desde a Constituição de 1988, um indicativo de seu fortalecimento no cenário político nacional. Além disso, o senador Flávio Bolsonaro, representante do partido, avançou para a disputa do segundo turno pela Presidência da República.

Partido Liberal estabelece recorde histórico no Senado Federal

Com a apuração dos votos, o PL conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa para o Senado, elevando sua projeção para um total de 28 parlamentares a partir de 2027. Esse resultado supera o recorde anterior do antigo PMDB, que em 1999 detinha 27 assentos, e sinaliza uma capacidade legislativa sem precedentes para a sigla. A contagem final inclui a substituição de senadores eleitos para governos estaduais, como Sergio Moro, que abrirá vaga para um suplente do União Brasil no Paraná, e Cleitinho, cuja saída em Minas Gerais será preenchida por Alex Diniz, também do PL, consolidando ainda mais a presença partidária na Casa.

Crédito: Mixvale.com.br

Conquistas significativas em governos estaduais

A força do Partido Liberal se estendeu aos executivos estaduais, com vitórias em cinco unidades da federação já no primeiro turno. A Região Sul foi integralmente conquistada pela legenda, onde o senador Sergio Moro foi eleito governador do Paraná, Jorginho Mello garantiu a reeleição em Santa Catarina e Luciano Zucco obteve sucesso no Rio Grande do Sul. Na Região Norte, Marcos Rogério assumirá o governo de Rondônia, e Arthur Henrique venceu a disputa em Roraima. O partido também demonstrou sua capilaridade ao eleger simultaneamente ambos os candidatos ao Senado em cinco estados, refletindo uma adesão expressiva do eleitorado.

Flávio Bolsonaro disputa presidência no segundo turno

A corrida presidencial terá um segundo turno entre Flávio Bolsonaro, do PL, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato do Partido Liberal obteve a maioria dos votos em 14 estados e no Distrito Federal, alcançando mais de 50% dos votos válidos em 13 dessas unidades, com exceção de Minas Gerais. Por outro lado, o presidente Lula assegurou a preferência em todos os nove estados da Região Nordeste, com percentuais superiores a 50%.

Desempenho eleitoral inédito para a Câmara dos Deputados

O pleito de 2026 também foi marcado por votações proporcionais históricas para a Câmara dos Deputados. O deputado federal Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, foi reeleito com expressivos 3.109.659 votos nominais, duplicando sua marca de 2022. Em São Paulo, o vereador Lucas Pavanato foi eleito deputado federal, somando 3.038.185 votos, o que representou 12,82% do total de votos válidos no estado. Ambos os candidatos superaram o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro, que em 2018 havia recebido 1.843.735 votos pelo então PSL paulista, redefinindo os patamares de votação individual para o cargo.

Segundo turno e a nova configuração do Congresso Nacional

O eleitorado que reside nas unidades federativas onde as disputas não foram definidas retornará às urnas em 25 de outubro de 2026, com votação entre 08:00 e 17:00 no horário de Brasília. Todos os cidadãos aptos, mesmo aqueles que não participaram do primeiro turno, estão convocados a votar na nova rodada, apresentando um documento oficial com foto ou o título de eleitor digital. No âmbito regional, as eleições para os governos do Rio de Janeiro e do Amazonas ainda seguem para o segundo turno, com representantes do PL em disputa. A posse dos novos deputados federais e senadores está agendada para 1º de fevereiro de 2027, data em que eventuais modificações partidárias, decisões judiciais sobre candidaturas sub judice e licenças para o Poder Executivo determinarão a composição final das bancadas no Congresso Nacional.