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Passageira relata masturbação em voo da United Airlines e critica falta de ação imediata da tripulação

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Uma passageira de um voo noturno da United Airlines, que partiu de San Diego com destino a Newark, denunciou uma situação de assédio sexual em plena primeira classe, alegando que a tripulação da companhia aérea não agiu de forma adequada diante do incidente. O relato detalha que um homem, sentado ao seu lado, teria se masturbado durante a viagem, enquanto assistia a material pornográfico.

Incidente choca passageira em voo de primeira classe

Uma mulher da Califórnia, cuja identidade não foi revelada, narrou à imprensa local o pavor que sentiu ao flagrar o comportamento inadequado. Ela havia escolhido o conforto da primeira classe justamente para poder reclinar o assento e descansar durante a longa travessia. Contudo, o que deveria ser uma viagem tranquila transformou-se em uma experiência angustiante, segundo seu depoimento.

Primeira classe em avião da United Airlines — Foto: Divulgação Crédito: Extra.globo.com

Após a decolagem, a passageira percebeu que o homem ao seu lado estava consumindo conteúdo pornográfico em seu dispositivo. Em seguida, ele teria começado a se masturbar, dissimulando a ação sob um cobertor. A mulher descreveu-se como “paralisada e horrorizada”, sentindo-se encurralada no assento da janela, sem conseguir se mover devido ao assento do agressor estar totalmente reclinado.

Resposta da tripulação e a dificuldade de intervenção

Diante da situação, a passageira conseguiu alertar uma comissária de bordo sobre o ocorrido. No entanto, ela afirma que a funcionária não demonstrou preocupação imediata com seu bem-estar nem ofereceu prontamente uma alternativa de assento. Somente após trocar mensagens com amigos, que a incentivaram a agir, a mulher solicitou formalmente a mudança de lugar.

A equipe de bordo providenciou a realocação, trocando-a de assento com outro passageiro. Apesar da mudança, a mulher expressou frustração, pois o homem acusado de má conduta sexual desembarcou da aeronave sem ser confrontado por qualquer autoridade policial que pudesse estar aguardando no portão. A ausência de uma abordagem imediata gerou um sentimento de impunidade, conforme seu relato.

Orientações posteriores e o debate sobre a legislação aérea

A passageira só recebeu a recomendação de entrar em contato com o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, dias após o incidente, durante uma conversa com o serviço de atendimento ao cliente da United Airlines. Essa demora na orientação e a falta de uma intervenção policial no momento do desembarque levantam questões importantes sobre os protocolos de segurança e a responsabilidade das companhias aéreas.

A legislação atual nos Estados Unidos não impõe às companhias aéreas a obrigação de denunciar casos de má conduta sexual de passageiros às autoridades policiais ou órgãos federais. Essa lacuna legal permite que incidentes graves como o relatado possam não ser imediatamente investigados, dificultando a responsabilização dos agressores e deixando as vítimas em uma posição vulnerável. A situação sublinha a necessidade de um debate sobre a revisão dessas normas para garantir maior proteção aos viajantes e uma resposta mais eficaz a esse tipo de crime em ambientes confinados como aeronaves.