
Renyer Oliveira e David Corrêa, o DVD - Divulgação Crédito: Mixvale.com.br
Uma vasta operação da Polícia Civil, batizada de “A Tropa”, foi deflagrada em 31 de agosto de 2026 para desmantelar uma rede de tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. Entre os alvos de mandados de busca e apreensão está o atacante David Corrêa, conhecido como DVD, atualmente no Vasco da Gama. Outro jogador, Renyer Oliveira, com passagem pelo Santos e hoje no Azuriz, foi detido em São Paulo por desacato e resistência durante a ação policial.
A investigação revelou uma possível conexão de figuras do esporte com a complexa organização ilícita. David Corrêa, atacante do Vasco da Gama, teve seu nome associado a mandados de busca e apreensão. Os agentes estiveram em sua residência na Barra da Tijuca e no centro de treinamento do clube, em Jacarepaguá, ambas na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
O jogador, que se deslocou ao CT em seu próprio carro com placa contendo a sequência “DVD”, optou por não emitir declarações à imprensa após as diligências. Paralelamente, Renyer Oliveira, que já atuou nas categorias de base do Santos e atualmente defende o Azuriz, no Paraná, foi detido no estado de São Paulo. A prisão ocorreu por desacato e resistência às autoridades durante o cumprimento de uma ordem judicial.
A ação policial, coordenada pela Polícia Civil do Espírito Santo, demonstrou a capilaridade da rede criminosa e a necessidade de uma resposta conjunta das forças de segurança. No total, foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e quinze de busca e apreensão, executados simultaneamente em diversas regiões do país.
Os esforços se estenderam por municípios da Grande Vitória e Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de localidades nos estados do Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal. A dimensão da operação foi marcada pela mobilização de aproximadamente cem policiais civis, mais de 38 viaturas e dois helicópteros, sublinhando a natureza interestadual da coordenação policial para combater o crime organizado.
As autoridades capixabas, responsáveis pela liderança das averiguações, revelaram que o nome da operação, “A Tropa”, provém da própria alcunha utilizada pelos investigados para identificar seu grupo. Este detalhe reforça a autoconsciência da organização e a audácia de seus membros ao se auto intitular.
As diligências seguem em curso, e a Polícia Civil do Espírito Santo não descarta a possibilidade de envolvimento de outros atletas profissionais e empresários no esquema. A colaboração entre as polícias civis dos diferentes estados envolvidos visa a desarticular completamente as organizações criminosas que operam além das fronteiras estaduais, um desafio constante para a segurança pública brasileira.
A participação de figuras públicas como jogadores de futebol em esquemas de tráfico e lavagem de dinheiro ressalta a capacidade de infiltração dessas organizações em diferentes camadas sociais. Esse cenário acende um alerta sobre a necessidade de vigilância e integridade em todos os setores, incluindo o esportivo, que muitas vezes serve de vitrine social e pode ser explorado para legitimar recursos ilícitos.