
Crédito: Formula1.com
A equipe McLaren de Fórmula 1 prepara uma série de novidades aerodinâmicas para o próximo Grande Prêmio da Itália, que será disputado no icônico circuito de Monza. Entre as atualizações mais aguardadas está a introdução de uma asa traseira giratória, batizada de ‘H-Wing’, um componente crucial para o desempenho em uma pista conhecida por suas longas retas e altas velocidades.
O time de Woking busca manter sua recente fase de bom desempenho, e o evento em Monza será palco para a estreia de diversas peças desenvolvidas para o MCL38. A ‘H-Wing’ surge como um dos destaques, prometendo otimizar a performance do carro em um dos circuitos mais rápidos do calendário.
A adoção de asas traseiras com mecanismos de rotação não é uma exclusividade da McLaren. A Ferrari já havia apresentado seu próprio conceito, apelidado de ‘flip-flop’, durante os testes de pré-temporada, e a Red Bull revelou uma versão similar na quarta etapa do campeonato, em Miami. A própria McLaren já havia testado um design rotativo durante o primeiro treino livre na Hungria, indicando uma tendência aerodinâmica no esporte.
Agora, a escuderia britânica planeja utilizar a inovadora asa durante todo o fim de semana em Monza. Em seu material de prévia para a corrida, a equipe também esclareceu a curiosa origem do nome ‘H-Wing’, que carrega um significado histórico para a McLaren.
A denominação ‘H-Wing’ presta tributo a uma das inovações mais notáveis da McLaren: o “F-duct”, introduzido em 2010. Aquele sistema, pioneiro em seu tempo, recebeu seu nome da letra ‘F’ presente na marcação ao lado da entrada do duto no carro. Essa prática de batizar componentes com base em elementos visuais ou patrocinadores reflete uma tradição interna da equipe na busca por vantagens aerodinâmicas.
Seguindo essa mesma linha de raciocínio, a ‘H-Wing’ é nomeada a partir da letra ‘H’ que integra a marca Etihad Airways. O logotipo da companhia aérea está estrategicamente posicionado na asa traseira, reforçando a parceria entre a equipe de Fórmula 1 e a empresa aérea.
Além da asa traseira principal, a McLaren informou que também levará para o Grande Prêmio da Itália algumas “pequenas atualizações aerodinâmicas”. O pacote inclui ainda a utilização de componentes já homologados, mas que são especificamente projetados para as características únicas do traçado de Monza, com suas demandas por baixa resistência ao ar.
Neil Houldey, Diretor Técnico de Engenharia Aplicada da McLaren, compartilhou sua visão sobre as complexidades que Monza apresenta. Segundo ele, o circuito exige um equilíbrio delicado: as longas retas impõem uma prioridade na redução do arrasto, enquanto as fortes zonas de frenagem demandam estabilidade e as chicanes requerem um bom desempenho de rodagem do carro.
A gestão da energia ao longo da volta será outro ponto crucial, com recursos limitados. Compreender a melhor forma de recarregar e utilizar essa energia será um foco importante durante os treinos livres. Houldey ressaltou que isso impactará diretamente as ultrapassagens, pois diferentes estratégias de recuperação e implantação de energia podem criar um “efeito gangorra”, com os carros trocando de vantagem em diferentes pontos da pista.
Apesar dos desafios, as margens de desempenho na frente do grid permanecem extremamente estreitas. Por isso, a precisão das simulações pré-evento e do trabalho no simulador da equipe será essencial para estabelecer uma base sólida. A partir daí, sessões de treinos limpas serão fundamentais para refinar o carro e maximizar a combinação entre o veículo e o piloto.
Para o fim de semana, a McLaren trouxe o que considera necessário para ser competitiva. Isso inclui uma nova especificação de asa traseira de baixo arrasto, marcando a primeira utilização da ‘H-Wing’, juntamente com pequenas opções aerodinâmicas e de baixo arrasto que serão avaliadas antes da decisão final para a classificação.
Em uma perspectiva mais ampla, a equipe reconhece que ainda há mais performance a ser extraída do MCL38. Isso será buscado tanto através da maximização do pacote atual quanto por meio de futuras atualizações já planejadas para as próximas corridas, demonstrando um compromisso contínuo com o desenvolvimento.