
Crédito: Formula1.com
De volta ao cockpit da Red Bull para o Grande Prêmio da Itália, o piloto Liam Lawson revelou os obstáculos singulares que enfrentou durante os preparativos para o fim de semana em Monza. A situação exigiu uma adaptação rápida e um esforço redobrado, dado o aviso tardio sobre sua participação.
Liam Lawson explicou que a necessidade de se preparar simultaneamente para a corrida italiana com as equipes Red Bull e Racing Bulls se provou o “maior desafio” de sua realocação. A confirmação de que ele voltaria a pilotar para a equipe principal só veio na quarta-feira que antecedeu o evento, intensificando a pressão sobre o jovem piloto.
O neozelandês havia assumido o lugar na escuderia de Milton Keynes na etapa anterior, em Zandvoort, após Isack Hadjar sofrer uma lesão no pulso antes da prova. Na ocasião, Lawson teve uma performance notável, conquistando pontos ao finalizar a corrida de domingo na sétima posição, um feito significativo para sua estreia.
Pouco antes do paddock se deslocar para Monza, foi anunciado que Hadjar permaneceria afastado para continuar sua recuperação. Isso significou que Lawson teria mais uma oportunidade de competir ao lado de Max Verstappen na Red Bull, enquanto Yuki Tsunoda assumiria o assento de Lawson na Racing Bulls, marcando uma segunda chance para o japonês na equipe.
Questionado durante o dia de mídia de quinta-feira sobre quando soube que correria novamente pela Red Bull, Lawson respondeu: “Quarta-feira. Então, durante a última semana, foi uma espécie de espera para ver. Obviamente, tentando dar a Isack a melhor chance também para sua recuperação.”
Ele acrescentou que, embora o aviso tenha sido bastante em cima da hora, a possibilidade já estava em sua mente. “Acho que no fundo da minha mente, eu sabia que obviamente ainda havia uma chance. Chegando apenas na quarta-feira, parecia bastante tarde, mas tivemos tempo suficiente para ainda fazer uma sessão de simulador e a preparação normal para o fim de semana”, detalhou Lawson.
Ao ser inquirido sobre com quais engenheiros ele estava se comunicando durante sua preparação para o fim de semana, o piloto de 24 anos afirmou ter conversado com ambos. “Ambos, honestamente. Eu estava fazendo os dois, apenas para tentar me manter pronto para ambas as situações. Obviamente, são duas equipes, dois carros diferentes para conhecer”, explicou.
Lawson enfatizou que os veículos são “muito diferentes de dirigir”, tornando a transição uma tarefa complexa, mesmo no simulador. “Não é a coisa mais fácil ir entre os dois, mesmo apenas no simulador, mas esse tem sido o maior desafio. Mas é bom finalmente ter uma resposta, desde quarta-feira, para saber que posso basicamente focar toda a minha atenção neste carro”, comentou.
O piloto prosseguiu explicando que os carros da Red Bull e da Racing Bulls diferem “em todos os lugares”. Ele ressaltou que, exceto pela unidade de potência, a experiência de pilotagem é drasticamente distinta entre os dois. Essa diferença é um fator crítico para um piloto que precisa se adaptar rapidamente.
Lawson destacou que o principal aspecto do carro da Red Bull é a aderência em alta velocidade, que ele considerou “provavelmente a mais impressionante” em comparação com o seu carro anterior. Além disso, a forma como eles são conduzidos e o equilíbrio geral do veículo são “muito, muito diferentes”.
“Sem dizer muito, é um carro muito diferente de dirigir. Honestamente, o feedback que recebo pelo volante, tudo, a forma como ele se comporta, a forma como se move, é muito diferente”, completou, sublinhando a complexidade técnica envolvida na troca de um para o outro.
Apesar da dificuldade de se adaptar entre os dois carros de Fórmula 1, Lawson está determinado a aproveitar ao máximo a chance de pilotar o RB22 novamente no circuito de Monza. Para ele, a oportunidade representa um momento crucial em sua jovem carreira no automobilismo de elite.
“Minha mentalidade é apenas tentar tirar o máximo proveito disso”, explicou Lawson. “Novamente, acho que é uma posição interessante para mim. Zandvoort, sendo um fim de semana de Sprint, foi obviamente bastante estressante às vezes, mas no geral foi um bom fim de semana.”
O piloto concluiu com otimismo, enfatizando que a experiência anterior facilitará a adaptação. “E pelo menos agora que tive isso, deve ser um pouco mais fácil de ajustar. Também temos três sessões de treinos aqui. É um fim de semana muito mais normal, então, sim, é outra boa oportunidade para mim”, afirmou, indicando que o tempo extra de pista será fundamental para seu desempenho.