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Marinheira da Marinha Real Britânica é expulsa por conduta sexual abusiva contra colegas

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A marinheira Sian Dowsett, de 25 anos, foi desligada da Marinha do Reino Unido após uma corte marcial considerá-la culpada por uma série de abusos sexuais contra colegas a bordo do contratorpedeiro HMS Dauntless. A decisão do tribunal militar classificou seu comportamento como “extremamente intimidador” e culminou na sua expulsão da corporação.

Campanha de assédio e a busca por dominação

As acusações detalharam que Dowsett apalpou seios e nádegas de diversas militares, incluindo superiores hierárquicas, que serviam com ela. A corte marcial descreveu as ações como uma “vergonhosa” campanha de abuso sexual, cujo objetivo era “dominá-las e constrangê-las” dentro do ambiente naval.

Sian Dowsett — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com

Durante o julgamento, foi revelado que a marinheira — que possuía “tendências bissexuais”, conforme relatos — selecionava deliberadamente recém-chegadas à tripulação ou colegas que, em sua avaliação, seriam menos propensas a denunciá-la. Além das mulheres, homens a bordo do contratorpedeiro também foram alvo de investidas sexuais por parte de Sian Dowsett.

O impacto nas vítimas e o ambiente hostil a bordo

A experiência das vítimas foi um ponto central no depoimento de uma oficial de patente superior, que compartilhou alojamento com a acusada no Tribunal Militar de Bulford, em Wiltshire, Inglaterra. Ela descreveu a intensa vergonha e o constrangimento de ser assediada por uma subordinada, que deveria vê-la como referência.

O ambiente confinado de um navio militar, somado à hierarquia, amplificou o sofrimento. A vítima relatou no tribunal: “Eu dividia o alojamento com ela e não podia falar sobre o incidente, pois ela ouviria. Ela era uma pessoa extremamente intimidadora. Gritava e berrava com as pessoas. Passei muitas noites sem dormir enquanto ela estava a bordo. Ela tinha acesso irrestrito a mim e, sinceramente, eu acreditava que ela me agrediria fisicamente. Pensei que, se ela soubesse que eu havia denunciado o ocorrido, sua raiva teria sido incontrolável.” Testemunhas chegaram a descrever a marinheira como um “câncer no navio”, evidenciando o clima de medo e tensão que ela gerava.

Defesa por autismo rejeitada pela corte marcial

A defesa, representada pelo advogado Michael Green, apresentou um diagnóstico recente de autismo de Sian Dowsett. O argumento era que a condição poderia levar a “exploração social, incompreensão interpessoal e dificuldade de adaptação a ambientes sociais e institucionais”, buscando atenuar a responsabilidade pelos atos.

Contudo, o juiz John Atwill rejeitou a justificativa. Ele determinou que os atos cometidos eram “atos que qualquer pessoa reconheceria como inaceitáveis”, independentemente de qualquer diagnóstico, ressaltando a gravidade e a natureza inquestionável dos abusos. A decisão reforça a intransigência da justiça militar em casos de conduta incompatível com os padrões de ética e respeito exigidos das Forças Armadas.