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Autópsia detalha violência extrema em ataque de jacaré que matou mulher na Flórida

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Os resultados da autópsia de Brittany Clark, de 31 anos, vítima fatal de um ataque de jacaré em um rio da Flórida em 28 de junho, revelaram a brutalidade do incidente. O relatório, divulgado na última quinta-feira (30/7), descreve o episódio como um dos mais ferozes já registrados envolvendo répteis nos Estados Unidos, com ferimentos devastadores que resultaram na morte da mulher.

Relatório pericial expõe a gravidade dos ferimentos

A análise forense indicou que a agressão do jacaré foi de uma violência incomum, provocando a quase total amputação de um braço e uma mão da vítima. Os ossos de Brittany Clark apresentavam marcas nítidas de mordidas, conforme detalhado no documento obtido pela imprensa. A tragédia ocorreu enquanto ela desfrutava de um passeio pelo Rio Econlockhatche com o namorado, Chance Alisson, e uma amiga, Jayden Hernandez, que, momentos antes, havia feito uma brincadeira sobre a possibilidade de um ataque no local.

Brittany Clark morreu após brutal ataque de jacaré em rio na Flórida — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com

A legista Jenaye L. Mack, responsável pelo exame post-mortem realizado em Orlando, Flórida, no dia seguinte ao incidente, concluiu que a morte de Brittany foi acidental, causada por “múltiplos ferimentos por impacto contundente nos membros superiores”.

A dinâmica do ataque e a manobra do “giro da morte”

O laudo da médica legista associada Jenaye L. Mack especificou que a vítima sofreu uma “amputação traumática quase completa do braço esquerdo na altura do ombro e amputação traumática quase completa da parte distal do antebraço direito”. Além disso, foram identificadas marcas de dentes na clavícula esquerda, na escápula esquerda e na face ventral do braço esquerdo. Essas evidências sugerem que o animal mordeu Brittany repetidamente antes de tentar executar o temido “giro da morte” — uma técnica predadora comum em jacarés e crocodilos, onde a presa é girada vigorosamente debaixo d’água para desmembrá-la ou afogá-la. Esse tipo de manobra amplifica os danos aos tecidos e ossos da vítima, tornando o ataque ainda mais letal.

Identificação do réptil e a confirmação por DNA

Após o trágico evento, caçadores especializados foram acionados e conseguiram localizar e abater um jacaré de aproximadamente 4 metros nas proximidades do local do ataque. Posteriormente, testes de DNA conduzidos por especialistas da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) confirmaram que o réptil capturado era o responsável pela agressão a Brittany Clark.

O testemunho desesperado do namorado

Chance Alisson, namorado da vítima, relatou os momentos de terror, descrevendo como tentou desesperadamente libertar Brittany das mandíbulas do jacaré enquanto o animal a dilacerava. Ele contou que o jacaré “surgiu do nada” e agarrou sua companheira enquanto eles se refrescavam no rio. “Estávamos sorrindo e conversando, e então tudo virou um caos”, desabafou Alisson, expressando o choque da transição súbita de um momento de lazer para uma tragédia impensável.

Últimos momentos e um pedido comovente

Apesar dos esforços de socorro, Brittany não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho do hospital. Imagens de câmera corporal de um policial registraram os dramáticos momentos do resgate. Descrita como uma mulher forte e apaixonada por animais, Brittany, operadora de trator de esteira, usou seus últimos suspiros, mesmo perdendo muito sangue, para fazer um pedido emocionante a Chance: que ele cuidasse de Hokie, o pastor-alemão do casal, que os acompanhava na trilha. “Enquanto esperávamos a chegada do socorro, Brittany apenas me pediu para garantir que eu cuidasse do Hokie”, revelou o namorado, emocionado.

A dor da perda foi publicamente compartilhada por Chance Alisson em suas redes sociais na semana anterior, onde ele postou diversas fotos do casal. “Ainda não consigo acreditar no que aconteceu. Tínhamos tantos planos e memórias para criar”, escreveu ele, lamentando a interrupção abrupta de um futuro que imaginavam juntos.