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Marco Antonio Villa é considerado foragido por débito de R$ 570 mil em pensão alimentícia

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O historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, de 71 anos, encontra-se atualmente na condição de foragido da Justiça após a Polícia Civil de São Paulo não conseguir localizá-lo para cumprir um mandado de prisão temporária. A ordem judicial foi emitida em decorrência de um débito acumulado de mais de R$ 570 mil referente à pensão alimentícia devida ao seu filho, de 45 anos, que possui deficiência.

Agentes da Polícia Civil realizaram diligências em dois endereços associados ao escritor, incluindo seu apartamento no bairro de Higienópolis, na região central da capital paulista. Como o comentarista não foi encontrado em nenhum dos locais, sua situação legal foi alterada para foragido. A mãe do beneficiário da pensão informou que aguarda há anos por uma resolução judicial para o pagamento dos valores devidos.

Crédito: Mixvale.com.br

Detalhes da ordem judicial para a detenção

O mandado de prisão temporária foi expedido na última quinta-feira (8) pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A decisão judicial determina que o historiador seja recolhido a uma unidade prisional por um período inicial de 30 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais 30 dias.

No documento, o magistrado autorizou que um oficial de justiça ou qualquer autoridade policial competente proceda à detenção. A ordem judicial também permite a entrada forçada da polícia na residência de Marco Antonio Villa, inclusive com arrombamento de portas, portões e fechaduras, se necessário, com o auxílio de um chaveiro, para garantir o cumprimento da determinação.

O valor exato da dívida, R$ 570.358,61, foi calculado e atualizado até 30 de setembro de 2026. Devido ao fato de o processo tramitar sob segredo de Justiça, não há informações públicas disponíveis sobre a data exata em que os pagamentos das parcelas deixaram de ser realizados. A situação ressalta a importância do cumprimento das obrigações alimentares, especialmente em casos que envolvem pessoas com deficiência, onde a estabilidade financeira é crucial para o bem-estar e suporte.

Contraste patrimonial e participação política recente

A ordem de prisão surge logo após a participação do comentarista nas eleições gerais de 2026. Candidato a deputado federal por São Paulo pelo MDB, ele obteve 31.579 votos, encerrando a disputa como suplente. Apenas dois dias antes da expedição do mandado, em 6 de outubro de 2026, Villa publicou uma mensagem de agradecimento aos eleitores nas redes sociais, na qual enfatizou que “a defesa da democracia é um valor permanente”.

No registro de sua candidatura enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano, o suplente de deputado declarou não possuir bens em seu nome. Para sua campanha eleitoral de 2026, ele arrecadou um total de R$ 8.621 em doações, provenientes de 62 apoiadores, por meio de uma plataforma de financiamento coletivo. Essa declaração contrasta fortemente com informações anteriores.

Dados de sua declaração à Justiça Eleitoral no pleito de 2022, quando concorreu ao mesmo cargo pelo Cidadania e também ficou na suplência, indicavam um patrimônio total de R$ 1.311.757,40. Naquela ocasião, o historiador informou possuir uma casa em Peruíbe, no litoral paulista, avaliada em R$ 150 mil, outra residência no valor de R$ 500 mil e um apartamento no bairro Jardim Paulista, em São Paulo. Não foram divulgados publicamente os motivos ou a razão para a significativa alteração patrimonial entre as duas eleições.

Trajetória e perfil do comentarista

Nascido em 1955 em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, Marco Antonio Villa mudou-se para a capital em 1970. Ele é graduado em História, mestre em Sociologia (1989) e doutor em História Social (1993) pela Universidade de São Paulo (USP). Autor de mais de 40 livros, ele já atuou como comentarista em veículos como TV Cultura e Jovem Pan.

Atualmente, mantém um canal com mais de 731 mil inscritos, onde se apresenta como “historiador, escritor e reconhecido como defensor de valores republicanos e democráticos. Além de paulista é grande conhecedor do nosso estado”. Até o momento da publicação desta reportagem, o historiador e sua equipe de defesa não haviam respondido aos contatos para se manifestar sobre a dívida e o mandado de prisão.