
Crédito: Extra.globo.com
Um tribunal italiano determinou a reabertura da investigação sobre a morte de Chiara Jaconis, uma turista que faleceu em setembro de 2024 em Nápoles, na Itália, após ser atingida por uma estatueta arremessada de uma varanda. A decisão judicial, proferida nesta quinta-feira (17/9), ocorre dois anos após o incidente que vitimou a gerente de loja da Prada, que tinha 30 anos e estava na cidade para celebrar seu aniversário.
A retomada das apurações busca lançar luz sobre as circunstâncias exatas que levaram ao óbito de Jaconis, visto que, até o momento, ninguém foi condenado pelo ocorrido. Segundo informações veiculadas pela imprensa local, os juízes do Tribunal de Apelação para Menores da Itália ordenaram a realização de uma perícia balística detalhada para identificar qual das estatuetas envolvidas no caso foi a responsável pelo impacto fatal.
Investigadores haviam constatado que duas peças caíram de uma altura considerável no dia da tragédia: uma representação do Faraó Akhenaton, com peso aproximado de 2,2 kg, e um busto da Rainha Nefertiti, que pesava cerca de 4,5 kg. A dificuldade em determinar qual dos objetos atingiu a vítima foi um dos fatores cruciais para a necessidade de novas análises.
Inicialmente, a polícia apontou um menino de 13 anos como o autor do arremesso da estatueta de uma varanda no terceiro andar de um edifício. No entanto, a legislação italiana impede a responsabilização criminal de menores de 14 anos, o que levou a Justiça a indiciar os pais do adolescente.
Eles serão julgados por homicídio culposo, uma acusação que se fundamenta na negligência e na omissão do dever de vigilância constante sobre o filho. O processo penal contra os pais está agendado para começar em 23 de outubro de 2026, em um tribunal de Nápoles. Este caso ressalta as particularidades do sistema jurídico italiano em relação à imputabilidade de menores, onde a responsabilidade recai sobre os responsáveis legais quando a idade do infrator impede a ação direta da justiça criminal.
A mãe de Chiara, Cristina Venturi, de Pádua, expressou sua angústia e a persistente busca por respostas dois anos após a perda da filha. “Dois anos se passaram e ainda aguardamos por justiça. Exigimos que os responsáveis sejam punidos e que Chiara receba a justiça que merece”, declarou ela em entrevista.
Cristina ressaltou que, embora nenhum veredito possa trazer Chiara de volta, a justiça é o único consolo que resta à família. A reabertura do caso oferece uma nova esperança para que a verdade seja plenamente estabelecida e que haja responsabilização, trazendo algum encerramento para a família enlutada.