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Aventureiro gera debate intenso ao expor filhos menores em escalada de montanha nos EUA

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Um influenciador conhecido por suas aventuras radicais, Joe Evermore, provocou uma onda de indignação nas redes sociais após compartilhar registros de seus filhos, de 7 e 9 anos, em situações consideradas de alto risco durante uma escalada no famoso El Capitan, na Califórnia. As imagens, que mostram as crianças penduradas e até pulando em uma lona à beira de um precipício, reacenderam a discussão sobre os limites da parentalidade e a segurança infantil em atividades extremas.

Repercussão negativa e acusações de irresponsabilidade

A publicação do aventureiro no Instagram rapidamente se tornou viral, atraindo uma enxurrada de comentários críticos. Muitos internautas rotularam Evermore como “o pai mais irresponsável de todos os tempos” e expressaram choque com a exposição dos meninos ao que consideraram um perigo iminente. As acusações incluíam a exploração das crianças para obter visualizações e a falta de discernimento sobre os riscos envolvidos em uma empreitada tão grandiosa.

Frases como “Essa é a coisa mais estúpida que você poderia fazer com seu filho” e “Por que arriscar a vida deles?” inundaram a seção de comentários. A preocupação com a integridade física dos irmãos Joey e Sylvan foi o ponto central da reprovação, com muitos usuários manifestando desconforto e até enjoo ao ver as cenas.

A defesa do método e da segurança na montanha

Em resposta à avalanche de críticas, Joe Evermore, que reside no Colorado e é pai de quatro filhos, se manifestou para defender a expedição e, principalmente, as rigorosas medidas de segurança adotadas. Ele explicou que a ascensão ao El Capitan, uma formação rochosa de 910 metros no Parque Nacional de Yosemite, foi realizada em estilo expedição, com uma equipe maior e focada em máxima redundância.

Segundo o aventureiro, os meninos Joey, de 7 anos, e Sylvan, de 9, utilizaram a técnica de ascensão por corda fixa, permanecendo continuamente presos à parede por equipamentos específicos. “Para deixar claro, não foi uma escalada em estilo livre. Eles permaneceram continuamente presos à parede e nós escalamos no estilo expedição, com uma equipe maior, para que pudéssemos garantir o máximo possível de redundância e segurança para os meninos”, detalhou Evermore, negando qualquer risco à vida dos filhos.

El Capitan como rito de passagem e formação de caráter

Evermore descreveu a escalada do El Capitan como um “rito de passagem” para seus filhos, enfatizando o aspecto de desenvolvimento pessoal e resiliência. Ele revelou que Joey completou a ascensão em seu sétimo aniversário, enquanto Sylvan já registrava sua segunda subida à imponente rocha. A família celebrou a conquista com o que o pai chamou de “dança da vitória” no acampamento final, a quase 1,6 km acima do Vale de Yosemite.

O pai destacou que anos de treinamento e preparação antecedem qualquer contato com a parede, e que a experiência de seis dias na montanha envolveu superação de medo, exaustão e aprendizado. “Joey chorava cerca de uma vez por dia, mas em nenhum momento pediu para descer. Ele se divertiu muito lá em cima. E, desde que voltamos para casa, notamos que ele anda com uma postura mais ereta. Essa é a parte que mais me importa. A montanha é a sala de aula. A formação do caráter é o destino”, afirmou Evermore, ressaltando que, até o momento, três de seus quatro filhos já haviam completado a missão com segurança. A controvérsia, no entanto, persiste, dividindo opiniões sobre a linha tênue entre o estímulo à aventura e a proteção da infância.