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Isack Hadjar: os números que mostram se o francês está quebrando a ‘maldição’ do segundo assento na Red Bull

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O desempenho de Isack Hadjar na Red Bull tem gerado grande interesse, especialmente ao considerar o histórico desafiador do segundo assento na equipe. Uma análise aprofundada dos dados revela como o jovem piloto francês se compara a Max Verstappen e aos seus antecessores, buscando entender se a “maldição” dessa posição pode estar chegando ao fim.

Ao longo da última década, diversos talentos da Fórmula 1 ocuparam a segunda vaga na escuderia austríaca. No entanto, a tarefa de competir lado a lado com Max Verstappen mostrou-se um verdadeiro teste de fogo para a maioria, que raramente conseguiu manter um ritmo competitivo. Essa dificuldade em encontrar um companheiro de equipe à altura de Verstappen tem sido uma constante, o que torna qualquer sinal de mudança particularmente relevante para o futuro da equipe.

Crédito: Formula1.com

Isack Hadjar foi o nome escolhido para essa posição no início da temporada de 2026, após uma estreia promissora com a Racing Bulls no ano anterior. Suas atuações atuais, em seu segundo ano na categoria, têm atraído olhares e levantado questionamentos sobre sua capacidade de quebrar esse ciclo de dificuldade. Seu rápido progresso sugere uma adaptação notável ao nível de exigência da F1.

A questão central, portanto, é: como Hadjar se posiciona em relação a Verstappen, considerando o desempenho dos pilotos que o precederam na equipe principal da Red Bull?

Para responder a essa pergunta, uma equipe de especialistas analisou meticulosamente os números, revelando descobertas bastante intrigantes sobre essa comparação e os desafios impostos pela presença de um tetracampeão mundial como Verstappen.

Analisando a diferença de tempo na classificação

A primeira métrica avaliada foi a diferença média de tempo nas sessões de classificação entre Hadjar e Verstappen, em comparação com os companheiros de equipe anteriores do holandês. O ponto de partida para essa análise foi a temporada de 2017, o primeiro ano completo de Verstappen na equipe, com os tempos de volta normalizados para 90 segundos a fim de evitar distorções causadas por circuitos de diferentes comprimentos.

Os dados indicam que Hadjar é o piloto que mais se aproximou de Verstappen em qualificações desde Daniel Ricciardo. Atualmente, o jovem de 21 anos registra um déficit médio de pouco mais de 0,1 segundo, superando todos os outros pilotos, exceto Ricciardo, que em 2017 conseguiu uma diferença ainda menor, de aproximadamente meio décimo de segundo. Isso demonstra a capacidade de Hadjar de extrair performance do carro em momentos cruciais.

Em 2018, a diferença para Ricciardo aumentou para menos de 0,2 segundo. Isso significa que Hadjar não apenas superou essa marca de Ricciardo, mas também se mostrou significativamente mais próximo de Verstappen do que qualquer outro piloto que ocupou a segunda vaga nos anos seguintes, um feito que poucos conseguiram.

Yuki Tsunoda, em 2025, registrou o maior déficit em relação a Verstappen, com uma média de pouco mais de 0,6 segundo. Alex Albon, em 2020, e Sergio Pérez, em 2023, também ficaram mais de meio segundo atrás do tetracampeão mundial em suas respectivas temporadas, ilustrando a magnitude do desafio imposto pelo ritmo de Verstappen.

Pierre Gasly enfrentou um cenário semelhante em 2019, compartilhando com Albon uma diferença média de cerca de 0,5 segundo. Naquela temporada, Gasly disputou 12 corridas pela Red Bull antes de ser transferido de volta para a então Toro Rosso em uma troca direta com Albon, evidenciando a pressão e a alta demanda de resultados na equipe principal.

A diferença na pontuação total entre os companheiros de equipe

Além dos tempos de classificação, a análise se estendeu à diferença de pontos entre Hadjar e Verstappen nos anos recentes da Red Bull. Neste momento da temporada de 2026, Hadjar se destaca novamente como um dos mais próximos do holandês, com um déficit de 41 pontos após 11 etapas. Isso é um sinal promissor, considerando a dificuldade histórica de outros pilotos em acompanhar o ritmo de pontuação de Verstappen e a forma como a Red Bull costuma dominar.

Embora a temporada de 2026 ainda esteja em curso, os números atuais já apresentam um cenário distinto em comparação com anos anteriores. Na última temporada, por exemplo, a diferença foi a maior registrada, com Verstappen finalizando o campeonato 388 pontos à frente de Tsunoda, uma disparidade que ressalta o domínio absoluto do holandês.

Em 2023, o déficit também foi considerável, com Verstappen superando Pérez por 290 pontos. Contudo, é importante ressaltar que Pérez foi o segundo colocado no campeonato, sendo o competidor mais próximo do holandês, o que sublinha a supremacia da Red Bull naquele ano, mesmo com a grande diferença de pontos entre os companheiros.

Daniel Ricciardo permanece como o único piloto a ter somado mais pontos que Verstappen em uma temporada completa na Red Bull. Esse feito ocorreu em 2017, quando o australiano acumulou 200 pontos, 32 a mais que os 168 de Verstappen, um momento singular na história recente da equipe.

Apesar de Verstappen ter superado Ricciardo em pontuação em 2018, a diferença foi de 79 pontos, o que ainda representa o menor déficit ao longo de uma temporada completa até o momento. Esse período com Ricciardo é frequentemente citado como a referência para o desempenho de um segundo piloto na Red Bull.

Com a segunda metade da temporada de 2026 ainda por vir, resta saber se Hadjar conseguirá finalizar o campeonato com uma diferença de pontos ainda menor em relação ao seu companheiro de equipe do que a alcançada por Ricciardo. No entanto, as estatísticas da campanha até agora são inegavelmente animadoras para o jovem francês, indicando que ele pode estar, de fato, reescrevendo a narrativa do segundo assento na Red Bull.