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Homem flagrado em abuso sexual de pônei alega amnésia por uso de drogas e álcool

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Um homem de 35 anos, identificado como Aaron Maybank, foi flagrado em atos de bestialidade com um pônei em um centro de equitação na Inglaterra e, durante o processo judicial, declarou não ter recordações dos eventos, atribuindo a falha de memória ao consumo excessivo de álcool e substâncias ilícitas. O incidente, que chocou a comunidade local, resultou em acusações formais de penetração sexual de um animal vivo, um crime grave sob a legislação britânica.

Invasões Noturnas e a Descoberta Através de Câmeras

As ações de Maybank vieram à tona após a equipe do Bradbourne Riding and Driving Centre, localizado na Inglaterra, notar comportamentos incomuns nos animais e decidir instalar um sistema de vigilância. Por um período de três meses, o acusado teria invadido repetidamente as instalações do estábulo, com registros de pelo menos quatro acessos não autorizados antes da noite do abuso. Os funcionários, ao revisarem as gravações, depararam-se com as imagens perturbadoras do homem violando um dos pôneis da escola, o que levou à sua imediata prisão pelas autoridades.

Bradbourne Riding & Training Centre na Inglaterra — Foto: Google Maps Crédito: Extra.globo.com

A cronologia dos fatos, apresentada durante o julgamento, indica que Aaron Maybank foi visto no local em 19 de abril, 14 de maio e 15 de junho, culminando no ato de penetração sexual registrado em 5 de julho. A reincidência das invasões reforça a premeditação e a persistência de suas ações antes da descoberta chocante.

Evidências Forenses e a Defesa Apresentada

A investigação do caso ganhou solidez com a perícia realizada no animal, que confirmou a presença de sêmen humano. Análises subsequentes de DNA atestaram que as amostras pertenciam a Aaron Maybank, conforme detalhado pela promotora Roisin Massey. Esta prova científica adiciona peso considerável às acusações contra o réu.

Em sua defesa, Maybank alegou estar sob o efeito de embriaguez e drogas no momento do crime, afirmando não compreender as razões de seu próprio comportamento. Seus advogados argumentaram que ele sofreu traumas decorrentes de múltiplos falecimentos em um curto espaço de tempo, o que o teria levado ao abuso de álcool e cannabis. Adicionalmente, mencionaram que o réu possui Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o que o levaria a agir impulsivamente.

Implicações Legais e o Adiamento do Julgamento

A bestialidade, ou zoofilia, é um crime severamente punido no Reino Unido, enquadrado pela Lei de Bem-Estar Animal de 2006. A legislação visa proteger os animais contra qualquer forma de crueldade e abuso, e condenações por atos como o cometido por Maybank podem resultar em penas de prisão e multas substanciais. Este caso serve como um lembrete da seriedade com que o sistema judicial britânico trata a violência contra animais, um tema de crescente preocupação pública e legislativa.

Diante das alegações da defesa, a justiça acatou o pedido para adiar a sentença de Aaron Maybank. O objetivo é permitir a elaboração de um relatório pré-sentença, que deverá considerar os fatores apresentados pela defesa, como o histórico de trauma e as condições de saúde mental do réu. O retorno de Maybank ao júri está agendado para o dia 7 de janeiro do próximo ano, quando a decisão final será proferida.