
Crédito: Formula1.com
Lewis Hamilton expressou grande satisfação após garantir a segunda posição no treino classificatório do Grande Prêmio da Malásia, realizado no Circuito Internacional de Sepang. Sua performance o coloca na primeira fila para a corrida, prometendo uma disputa acirrada desde o início.
O piloto britânico fez questão de enaltecer o trabalho da equipe Ferrari, destacando que eles “encontraram o ponto ideal” durante a sessão classificatória para o GP da Malásia. Hamilton largará na primeira fila, ao lado do pole position Max Verstappen.
A etapa deste fim de semana representa o retorno da Fórmula 1 ao Circuito Internacional de Sepang desde 2017, o que introduziu diversas incógnitas antes da sessão. Durante as três horas de treinos livres, Red Bull, Ferrari e Mercedes alternaram-se no topo da tabela de tempos, indicando um equilíbrio de forças e a imprevisibilidade do desempenho de cada carro em uma pista que não é visitada há anos, tornando a adaptação crucial.
Diante desse cenário, a classificação prometia ser imprevisível. Hamilton, contudo, não parecia inicialmente entre os favoritos, tendo ficado atrás de Charles Leclerc nas sessões anteriores. Por isso, o resultado de sua volta final no Q3, que lhe garantiu a segunda posição no grid, foi uma grata surpresa para o piloto.
Com a leve vantagem de já ter competido na Malásia em temporadas anteriores, Hamilton demonstrou euforia ao alcançar um desempenho tão robusto em seu retorno à pista. “Acredito que esta é a maior multidão que já vimos aqui, pelo menos no meu tempo de pilotagem, então adoro essa energia. Um grande obrigado à Malásia por nos receber”, declarou o piloto.
Ele também destacou as condições climáticas extremas: “Está muito quente aqui, eu sempre repito isso, mas tornou-se um desafio imenso para os pneus, para o carro, para os mecânicos na garagem, e sou muito, muito grato à minha equipe”, enfatizou, ressaltando o esforço coletivo para lidar com as altas temperaturas.
“Fizemos muitas alterações ao longo de todas essas sessões de treinos e, como os carros estão escorregando e os pneus superaquecendo, foi realmente muito difícil encontrar um bom equilíbrio. Fizemos uma última mudança antes da classificação e acredito que atingimos o ponto ideal”, explicou sobre a estratégia de ajustes que culminou no bom resultado.
“Conseguir diminuir a diferença para dois ou três décimos em relação ao Max, que tem sido tão rápido durante todo o fim de semana, é ótimo e, sim, sou muito, muito grato”, concluiu, expressando sua gratidão pelo desempenho alcançado e pela proximidade com o líder.
Apesar dos avanços bem-sucedidos da Ferrari em extrair mais desempenho ao longo do fim de semana, Hamilton advertiu que essas melhorias podem não se traduzir diretamente em vantagem para o Grande Prêmio. Ele destacou que a degradação dos pneus será um fator crucial e imprevisível na corrida, o que pode mudar completamente a dinâmica da prova.
“Estou muito mais feliz com o estado do carro, mas amanhã será um jogo completamente diferente”, afirmou. “Fazer esses pneus durarem nesta pista… eles superaquecem desde o início, então cada mínima patinagem, cada pequena escapada, dependendo do vento, faz uma diferença na distância que você vai conseguir percorrer”, detalhou o piloto sobre as dificuldades esperadas.
“Mas gosto de pensar que temos um bom equilíbrio. Max foi muito rápido em suas simulações de corrida, então vou tentar o meu melhor para me manter firme amanhã”, projetou Hamilton, ciente do desafio imposto pelo rival e da necessidade de uma gestão impecável dos pneus.
Seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, que havia registrado o melhor tempo no FP2, conseguiu a quinta posição na classificação. No entanto, ele deverá subir para o quarto lugar no grid de largada, beneficiado por uma penalidade de cinco posições aplicada a Isack Hadjar devido à troca de motor, o que melhora suas chances na corrida.
Embora o piloto monegasco demonstrasse mais frustração que Hamilton, pois problemas de equilíbrio afetaram seus tempos de volta no Q3, Leclerc manteve o otimismo. Ele acredita que terá condições de desafiar os principais rivais na corrida, apesar do contratempo na sessão classificatória.
“Comecei a perder algum desempenho a partir do Q2, principalmente quando forcei o carro”, relatou Leclerc. “A traseira começou a ter um pouco mais de dificuldade e, ao entrar no Q3, isso foi demais, então estava um pouco desequilibrado para o Q3”, explicou sobre os problemas encontrados que comprometeram sua performance.
“No geral, não foi uma classificação ruim. Acho que o Lewis fez uma volta excelente e provavelmente não deixou muito a desejar. Do meu lado, é a P4 amanhã. Há tudo para lutar com os caras da frente. Deverá ser uma corrida interessante”, comentou, avaliando o próprio desempenho e a expectativa para a prova.
“Estamos relativamente próximos dos pilotos da frente. A Mercedes parecia extremamente forte ontem e também nesta manhã. Hoje na classificação [eles estavam] talvez um pouco menos fortes em comparação com o que esperávamos, então espero que voltem ao seu nível normal na corrida. Se isso acontecer, será difícil vencê-los”, concluiu Leclerc, projetando a força dos adversários na prova principal e a competitividade esperada.