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Às vésperas da abertura das urnas, as mais recentes pesquisas eleitorais, divulgadas neste sábado, revelam um quadro de extremo equilíbrio na disputa pela Presidência da República. Levantamentos dos institutos Quaest e Datafolha apontam um empate técnico entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao pleito. A similaridade estatística se manifesta tanto para o primeiro turno quanto nas projeções para uma eventual segunda etapa do processo eleitoral.
Na sondagem realizada pela Quaest sobre os votos válidos para a primeira rodada, Lula aparece com 46% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%. O Datafolha, por sua vez, mostra o petista com 45% dos votos válidos, e o parlamentar do PL alcançando 42%. Ambas as medições configuram um empate dentro da margem de erro, mantendo o desfecho eleitoral em aberto na véspera da votação em todo o território nacional. Este cenário de proximidade reforça a importância de cada voto, já que a diferença entre os candidatos se mostra mínima.
Mais de 155 milhões de brasileiros estão aptos a votar em 4 de outubro de 2026 para eleger não apenas o Presidente da República, mas também governadores estaduais e do Distrito Federal, dois terços do Senado, deputados federais e estaduais ou distritais. A votação ocorrerá entre 8h e 17h, no horário de Brasília, com um possível segundo turno agendado para o dia 25 de outubro de 2026.
Nas simulações de segundo turno, ambos os institutos continuam a indicar um cenário de equilíbrio absoluto entre os concorrentes, embora apresentem pequenas diferenças sobre quem estaria numericamente à frente. A pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 44% e Lula com 42%. Já o Datafolha registra Lula com 47% das preferências contra 46% do senador do PL, com ambos tecnicamente empatados. A consistência do empate nas duas fases da eleição sublinha a polarização e a incerteza que marcam este pleito.
Em relação à percepção popular sobre o provável vencedor, 52% dos entrevistados declararam acreditar na vitória de Lula, enquanto 35% apostam em um triunfo de Flávio Bolsonaro. Um dado crucial da Quaest, na modalidade de consulta espontânea, revelou que o número de eleitores indecisos atingiu 17%. Analistas políticos ressaltaram a indefinição na reta final, afirmando que “com 17% de indecisos na espontânea, tudo pode acontecer”, o que significa que uma parcela significativa do eleitorado ainda pode ser influenciada nos últimos momentos, alterando o resultado final.
Além dos números para a Presidência, levantamentos estaduais atualizaram o quadro das disputas locais, com cenários variados e alguns empates técnicos:
Na esfera jurídica, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve sua atuação decisiva sobre candidatos a mandatos federais e regionais, reforçando a fiscalização da elegibilidade. A corte indeferiu o registro de candidatura ao Senado do ex-deputado e ex-procurador Deltan Dallagnol. O ministro Floriano de Azevedo Marques considerou que o postulante fraudou a legislação ao pedir exoneração de seu cargo público anterior, em 2021, com o objetivo de evitar um eventual regime de inelegibilidade.
Em outra deliberação eleitoral, o tribunal negou um novo recurso protocolado pelo ex-governador Garotinho. A decisão do colegiado manteve a determinação técnica que prevê a anulação de todos os votos que eventualmente forem atribuídos a ele nas urnas eletrônicas, até que haja uma conclusão judicial definitiva sobre seu caso. Estas ações do TSE são cruciais para garantir a lisura e a conformidade legal do processo eleitoral, impactando diretamente o quadro de candidaturas.