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Um ex-docente de uma instituição de ensino pública na cidade de Ponta Grossa, interior do Paraná, está sob investigação policial por suposto assédio sexual. Ele é acusado de chantagear uma estudante de 15 anos, solicitando imagens íntimas e ameaçando-a com reprovação caso suas exigências não fossem atendidas. O caso é conduzido pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), da Polícia Civil.
A apuração ganhou um novo capítulo em 7 de agosto de 2026, quando agentes da Polícia Civil cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, localizada no Bairro Uvaranas. A ação visou coletar evidências que possam corroborar as denúncias da adolescente, que levaram ao afastamento do educador de suas funções.
A Polícia Civil revelou a existência de evidências digitais cruciais para o caso, incluindo capturas de tela de conversas que teriam ocorrido entre o ex-professor e a vítima. Essas imagens indicam o modus operandi da chantagem, onde o homem teria usado a influência de sua posição para pressionar a jovem.
Uma das mensagens interceptadas, cujo teor foi divulgado pelas autoridades, demonstra a gravidade da coação. Nela, o acusado teria imposto à estudante a necessidade de enviar as fotos, questionando se ela desejaria “decepcionar toda a sua família” com uma reprovação. A frase continha um tom imperativo, exigindo o envio imediato das imagens.
De acordo com a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, responsável pelo inquérito, os fatos narrados pela jovem ocorreram durante o período em que o homem ainda era seu professor. Após a denúncia da aluna, a escola instaurou um processo administrativo interno, que culminou na desvinculação do educador da rede pública de ensino.
O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa, vinculado à Secretaria de Estado de Educação do Paraná (Seed-PR), confirmou a medida em um comunicado oficial. O órgão reforçou seu compromisso em colaborar plenamente com as investigações, fornecendo todas as informações solicitadas pelas autoridades competentes. Devido ao segredo de Justiça, detalhes adicionais sobre o caso devem ser obtidos diretamente com a corporação policial.
Durante a operação de busca e apreensão, que contou com o apoio da Polícia Científica do Paraná, foram recolhidos o celular, um notebook e pendrives pertencentes ao investigado. Esses equipamentos serão submetidos a uma perícia técnica minuciosa. O objetivo é verificar a possível existência de material pornográfico envolvendo adolescentes, o que configuraria um crime adicional.
A delegada Ana Paula Cunha Carvalho esclareceu que o ex-professor está respondendo ao processo em liberdade. Esta condição se deve ao fato de que, no momento em que a denúncia foi formalizada, já havia expirado o prazo legal para a configuração do flagrante. No entanto, a investigação prossegue, e o sigilo de Justiça imposto ao processo impede a divulgação da identidade do acusado e da instituição de ensino envolvida, protegendo as partes e a integridade da apuração.