
A líder de torcida Laken Ashlee Snelling, de 21 anos — Foto: Reprodução/X Crédito: Extra.globo.com
Uma ex-animadora de torcida da Universidade de Kentucky recebeu uma sentença de dez anos de prisão nesta sexta-feira (16/10), após admitir a culpa pela morte de seu filho logo após o nascimento. Laken Snelling, de 22 anos, foi condenada por diversos crimes relacionados ao trágico episódio, que incluiu a ocultação do corpo do bebê em sua residência em Lexington, onde vivia com colegas.
Em agosto, Laken Snelling formalizou um acordo de culpa perante o Tribunal do Circuito de Fayette, reconhecendo sua responsabilidade em quatro acusações graves. Entre elas, estão o homicídio culposo, a prática de vilipêndio de cadáver, a adulteração de provas materiais e a ocultação do nascimento do bebê.
A promotoria havia recomendado uma pena de dez anos especificamente para o homicídio, complementada por um ano adicional para cada uma das outras acusações. A admissão da jovem representou uma mudança em sua defesa, já que, inicialmente, em abril, ela havia se declarado inocente.
Durante uma das audiências, Laken fez uma declaração impactante sobre o ocorrido. “Em vez de oferecer ajuda a ele, eu terminei com a vida dele, e em seguida, limpei tudo e não revelei a ninguém”, afirmou ela, segundo informações da emissora WLEX. Em outro momento, em agosto, ela alegou, em meio a lágrimas, que “estava sob um intenso estresse emocional e o bebê chegou de maneira inesperada”.
As investigações do Instituto Médico Legal de Kentucky confirmaram que o recém-nascido veio a óbito por asfixia, embora os meios exatos permaneçam indeterminados. Inicialmente, Laken disse à polícia que o bebê havia caído no chão após o parto e que ela não acreditou que ele estivesse vivo ou respirando. Contudo, ela alterou sua versão posteriormente, afirmando ter desmaiado “em cima do bebê” e, ao despertar, percebeu que ele “estava ficando azul e roxo”. Documentos judiciais ainda revelam que a ré informou à equipe médica sobre “um pouco de movimento fetal” e um “gemido” do recém-nascido logo após o parto. Ela também tirou diversas fotos durante o trabalho de parto, mas as apagou numa tentativa de ocultar o nascimento.
Antes da juíza Diane Minnifield anunciar a sentença, o tribunal foi informado sobre o nome do bebê: McCoy Cade Hall. A família expressou profunda devastação pela perda ocorrida em 27 de agosto de 2025. Uma parente emocionada compartilhou a dor da família, destacando as expectativas frustradas.
“Como avó, você idealiza as memórias que construirá com seus netos”, disse a familiar ao tribunal, descrevendo a ansiedade pelos “primeiros sons, beijos e todos os pequenos instantes que se convertem em recordações eternas”. Ela concluiu com pesar: “Você anseia por vê-los crescer e testemunhar a pessoa que se tornarão. No caso de Cade, essas possibilidades foram eliminadas antes mesmo que ele tivesse a chance de vivenciá-las.”
A identidade do pai de McCoy Cade Hall não foi oficialmente confirmada pela Justiça do Kentucky. Durante a apuração do caso, a mídia mencionou duas pessoas: Izaiah Hall, um ex-namorado e jogador universitário que forneceu DNA para teste de paternidade, cujo resultado não foi divulgado; e Conner Jordan, um jogador de basquete citado devido a registros em redes sociais com Laken, sem confirmação de qualquer ligação com a gravidez.
Apesar da condenação, Laken Snelling terá a possibilidade de solicitar liberdade condicional após cumprir 85% da pena, conforme informações da Fox 56. O caso ressalta a complexidade e a profundidade das consequências emocionais e legais envolvidas em situações trágicas de ocultação de nascimento e morte de recém-nascidos.