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Documentário apresenta gravação de ‘ensaio’ que desmascara vídeo clássico do Pé-Grande

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Uma nova produção audiovisual está lançando luz sobre a autenticidade da mais célebre filmagem associada ao Pé-Grande, desvendando o caráter forjado da lendária gravação por meio da descoberta de uma película de “ensaio” até então desconhecida. Este material recém-encontrado promete redefinir a compreensão pública sobre um dos maiores mistérios do folclore americano.

Filme secreto de 1966 revela os bastidores da farsa

Um invólucro contendo filme 16mm, mantido em sigilo por décadas em um cofre, veio à tona, revelando um segmento de “teste” de uma figura simiesca, supostamente registrado em 1966. Este clipe foi feito precisamente um ano antes da famosa filmagem de Roger Patterson e Bob Gimlin, que cativou o público global e se tornou a principal “prova” da existência do Sasquatch.

Documentário revela 'farsa' sobre vídeo histórico que seria de Pé-Grande — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com

A gravação recém-descoberta, com aproximadamente 40 segundos e aspecto instável, exibe uma figura que lembra o Pé-Grande, movendo-se pela vegetação e lançando um olhar sobre o ombro direito. Curiosamente, essa sequência de movimentos e gestos possui uma semelhança marcante com os registrados por Patterson e Gimlin em Bluff Creek, Califórnia, em 20 de outubro de 1967.

O mito do Sasquatch e a filmagem de Patterson-Gimlin

A filmagem de 1967 é tida por muitos entusiastas e estudiosos como a comprovação cabal da existência do Pé-Grande, também conhecido como Sasquatch. Desde o século passado, essa criatura mítica tem sido parte integrante do folclore norte-americano, aparecendo em diversas mídias, desde produções cinematográficas e seriados até publicações impressas, solidificando seu lugar no imaginário popular.

A revelação de uma possível filmagem de “ensaio” é um golpe significativo para a crença de longa data, pois o filme de Patterson-Gimlin serviu como o pilar central para a maioria das teorias e pesquisas sobre o Pé-Grande. A desmistificação desse registro pode alterar fundamentalmente a paisagem da pesquisa criptozoológica e a percepção pública sobre a criatura.

Detalhes técnicos reforçam a tese da encenação

O filme “Capturing Bigfoot” explora a descoberta, apresentando uma criatura mais esbelta, com características de primata de grande porte, que recua gradualmente para o interior da floresta. Este detalhe se distingue da versão de Patterson e Gimlin, onde o Pé-Grande percorria uma área de mata com árvores desfolhadas, sugerindo um planejamento cuidadoso na execução da farsa.

Clint, filho de Roger Patterson, descreve a descoberta como “algo do tipo Santo Graal”, afirmando que “isso redefinirá todo o conhecimento sobre a filmagem de meu pai”. Ele sugere que a nova prova não apenas confirma a farsa, mas também abre uma nova perspectiva sobre a história por trás do famoso filme.

Uma evidência crucial apontada pelo documentário é o uso da mesma câmera Kodak K-100 para ambas as produções. Este equipamento deixava impressões distintivas nas bordas da película, como numerações e códigos de data geométricos, que funcionam como uma “assinatura” técnica. Para Larry Lund, conhecido como “Detetive do Sasquatch”, “esta é a resposta que buscávamos há anos. Aquilo é inquestionavelmente uma farsa e claramente resultado de um ensaio”.

Greg Long, autor de “The Making of Bigfoot”, corrobora a tese, observando uma “semelhança incrível com o filme de 1967” e concluindo que “para mim, é um ensaio”. Ele complementa que “é a prova definitiva, e felizmente alguém a encontrou”, solidificando a ideia de que o mistério da gravação do Pé-Grande pode finalmente ter sido desvendado.