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Fãs do universo Nintendo agora podem reviver as aventuras espaciais de Super Mario Galaxy diretamente em seus smartphones Android. Na última quarta-feira, uma versão não oficial e nativa do aclamado jogo do Wii foi lançada gratuitamente no GitHub, desenvolvida por Mohammed Huzaifa, do coletivo OpenPort Labs. Batizado de Galaxy-Android, o projeto revolucionário permite executar o título em dispositivos móveis com arquitetura ARM64 em impressionantes 1080p e 60 quadros por segundo, eliminando a necessidade de emuladores complexos e pesados.
A criação desse aplicativo foi impulsionada pela inteligência artificial, que desempenhou um papel crucial na adaptação do código original para a arquitetura dos processadores de smartphones atuais. Mohammed Huzaifa, líder do projeto no OpenPort Labs, explicou que o Galaxy-Android busca oferecer uma experiência nativa em dispositivos ARM64, alavancando os esforços de descompilação dos projetos Petari e GalaxyQuest. Isso é um marco importante, pois demonstra o potencial da IA em otimizar o port de jogos complexos para novas plataformas, tornando-os mais acessíveis.
Super Mario Galaxy (Port para Android/Recompilado) – APK + ROM [Jogo Completo]
🔗 Link Encurtado (ajuda a página):
APK:https://t.co/o2Tu3W3egP
ROM:https://t.co/ZVj0i2Cqbl
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APK:
https//github.com/OpenPort-Labs/Galaxy-Android
ROM: https://t.co/2n3xtJeeOc pic.twitter.com/HGLh20XLKm
— Acervo APK (@AcervoAPK) October 15, 2026
É fundamental destacar que esta é uma iniciativa totalmente autônoma e, por isso, o pacote disponível no repositório OpenPort-Labs/Galaxy-Android não contém quaisquer elementos protegidos por direitos autorais da Nintendo. Para desfrutar do jogo no seu celular, os interessados devem possuir e carregar sua própria imagem de disco (ROM), obtida de maneira lícita a partir de uma cópia legítima do game para o console Nintendo Wii.
Ao iniciar o processo de instalação no aparelho, o software Galaxy-Android oferece uma funcionalidade interessante: a possibilidade de pular e remover as sequências cinematográficas da campanha, mais conhecidas como cutscenes. Selecionar essa opção antes de finalizar a transferência de dados pode resultar em uma economia significativa de cerca de 2 GB no espaço de armazenamento interno do seu smartphone, um benefício para quem tem menos memória disponível.
Ao contrário dos emuladores tradicionais, que demandam uma capacidade de processamento intensa para replicar a operação completa do console original da Nintendo, este port opera de forma mais eficiente. Ele executa as instruções diretamente nos componentes de hardware do dispositivo móvel, resultando em um desempenho otimizado. As especificações técnicas e as funcionalidades presentes nas versões v0.0.1c e v0.0.1cx do Galaxy-Android abrangem as seguintes características:
Testes iniciais com a adaptação revelaram uma jogabilidade suave, inclusive em dispositivos que não são considerados de ponta. O jornalista Hadlee Simons, por exemplo, realizou avaliações em dois aparelhos diferentes, confirmando a performance satisfatória. Entre eles estavam o console portátil ANBERNIC RG 55G1, que possui o processador Snapdragon G1 Gen 2, e o smartphone de categoria intermediária Redmi Note 17 Pro Max, alimentado pelo chip Snapdragon 6 Gen 5.
Adicionalmente, o próprio criador do projeto, Mohammed Huzaifa, compartilhou evidências de estabilidade em um hardware de especificações mais modestas. Em suas demonstrações, o título operou sem interrupções em um aparelho que contava com o processador MediaTek Dimensity 920, uma unidade de processamento gráfico (GPU) ARM Mali-G68 e 6 GB de memória RAM LPDDR4X, reforçando a versatilidade do port.
Apesar da estabilidade na taxa de quadros, a versão inicial (v0.0.1), disponibilizada no GitHub e no Reddit na última quarta-feira, apresentou problemas gráficos significativos e congelamentos em alguns dos dispositivos avaliados. O jornalista Hadlee Simons relatou um erro grave: “Um grande bug que vi em dois dispositivos é que Mario e os personagens não jogáveis estão completamente ausentes. Essa é uma omissão gigante, mas este port tem menos de 24 horas de existência no momento em que escrevo”, evidenciando os desafios iniciais de um projeto recém-lançado.
Visando solucionar as questões de compatibilidade mais críticas, Mohammed Huzaifa lançou duas atualizações rápidas em 15 de outubro de 2026, identificadas como v0.0.1c e v0.0.1cx. Esses pacotes de correção resolveram o problema de renderização de shaders – elementos gráficos que determinam a iluminação e textura de objetos – que resultava na invisibilidade de Mario e de outros personagens em dispositivos com GPUs Mali e Adreno. Além disso, as atualizações eliminaram falhas que impediam o carregamento do jogo em celulares equipados com o potente processador Snapdragon 8 Gen 2 e sua GPU Adreno 740.
O surgimento do Galaxy-Android é fruto direto dos progressos recentes da comunidade de desenvolvimento em relação ao clássico de 2007 do Nintendo Wii. Pouco antes do lançamento da versão móvel, no final de setembro de 2026, o projeto colaborativo Petari finalizou a descompilação completa do código-fonte original do jogo. Esse feito inédito, que tornou Super Mario Galaxy o primeiro título do Wii a ser totalmente reconstruído, abriu caminho para iniciativas como o GalaxyQuest e outras versões nativas para PC, incluindo AstroCore e recompilações sem o uso de inteligência artificial.
Com o intuito de focar na adaptação do renomado jogo de plataforma da Nintendo e nas melhorias de estabilidade do novo aplicativo, Mohammed Huzaifa ajustou sua agenda de projetos no OpenPort Labs. O desenvolvedor informou uma interrupção temporária no progresso de outro de seus trabalhos: o port nativo para Android do popular jogo de tiro Call of Duty: Modern Warfare 2, originalmente lançado em 2009, que também está em fase de adaptação para o sistema operacional móvel.