
Iphone dobravel Crédito: Mixvale.com.br
O setor de tecnologia aguarda com expectativa a apresentação de uma nova geração de dispositivos pela Apple, marcada para o próximo dia 9 em São Francisco. O evento, liderado pelo diretor-executivo John Ternus, deve apresentar uma linha de produtos inovadores, com destaque para um smartphone de tela flexível que promete custar mais de US$ 2.000, representando a maior novidade para a linha iPhone em vinte anos sob a gestão de Ternus.
Este ambicioso projeto de tecnologia móvel esteve em gestação por oito anos dentro da área de hardware da gigante de Cupertino. Seu desenvolvimento avançou significativamente antes mesmo de Tim Cook entregar as rédeas da segunda companhia mais valiosa do planeta a John Ternus.
Aparece un nuevo posible nombre para el iPhone Plegable.
Teníamos Fold y Ultra y ahora aparecen boticas que dicen iPhone Dúo 📲
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— Cristo Vega (@CristoVQ) September 8, 2026
A empresa agora se depara com o desafio de repassar os elevados custos de produção e componentes aos consumidores, sem comprometer suas margens de lucro. Vale ressaltar que outras marcas do mercado já exploram o segmento de telefones dobráveis há cerca de sete anos, embora com uma aceitação limitada até o momento.
Segundo Radu Reit, ex-engenheiro especializado em painéis, a estratégia da Apple foi aguardar o amadurecimento da tecnologia de telas flexíveis, visando garantir maior durabilidade e, consequentemente, diminuir os custos de fabricação.
“A arquitetura do aparelho que a Apple está prestes a introduzir já era tecnicamente possível há mais de dez anos”, destacou Radu Reit, observando que os custos de produção eram proibitivos, na casa dos milhares de dólares, e o mercado consumidor daquela época não estava preparado para absorver tal inovação.
Estima-se que o valor de venda do futuro dispositivo dobrável exceda os US$ 2.000, enquanto a empresa considera a possibilidade de adiar o lançamento do modelo convencional do iPhone 18 para a primeira metade do próximo ano.
Atualmente, os smartphones com design flexível representam apenas 2% do total de vendas globais no segmento de telefonia móvel. Essa modesta participação de mercado foi observada após a introdução de modelos rivais da Samsung e Huawei, ambos lançados em 2019.
Nos seus primeiros modelos, a Samsung enfrentou problemas estruturais, como bolhas nas telas, que resultaram em um alto índice de devoluções. A Huawei, por sua vez, teve que atrasar a sua estreia inicial neste nicho de mercado, também em 2019.
Com a chegada deste novo produto, a Apple visa conquistar uma nova base de consumidores para este formato específico, buscando expandir sua presença em um segmento ainda considerado de nicho.
Esta abordagem reflete um padrão histórico da companhia: permitir que outras empresas testem inovações com componentes de maior risco, para então apresentar ao público versões mais polidas e aprimoradas.
Um documento de patente de 2011 revela que a empresa já concebia a ideia de dobradiças articuladas mesmo antes de Tim Cook assumir a presidência. Em 2018, engenheiros começaram a realizar testes em laboratório com protótipos de telas flexíveis para solidificar o design final de produção. O registro oficial da patente, portanto, precedeu o início da fabricação.
Edison Lee, analista da Jefferies, interpreta que o evento sob a liderança de John Ternus, agendado para o dia 9, marcará o início de um novo ciclo de lançamentos estratégicos que deve se estender por um período de três a cinco anos.
“A demanda por iPhones convencionais atingiu um ponto de saturação, e a Apple necessita focar em novos designs para incentivar a atualização dos smartphones”, explicou Edison Lee. Ele acrescenta que os consumidores esperam inovações tangíveis para justificar o pagamento de valores mais altos.
A carência global de chips de memória, amplamente utilizados em data centers, tem gerado pressão sobre os custos de produção, resultando em reajustes de preços já observados em produtos como os computadores Mac e os tablets iPad.
Dados da International Data Corporation (IDC) indicam que o aumento generalizado nos preços dos telefones tem contribuído para uma queda nas vendas globais de modelos tradicionais. A consultoria prevê que, em 2026, o segmento de smartphones dobráveis será o único a apresentar crescimento no setor.
A IDC projeta uma expansão anual média de 12% para a categoria de dispositivos flexíveis. A expectativa é que a Apple, ao entrar nesse mercado, consiga abocanhar até 40% desse volume de vendas até o ano de 2027.