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Ventos de quase 100 km/h paralisam Rio de Janeiro e Região Metropolitana com caos e apagão

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O Rio de Janeiro e sua região metropolitana enfrentaram uma tarde de intensos transtornos nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, quando fortes rajadas de vento, impulsionadas pela chegada de uma frente fria, provocaram um cenário de paralisação generalizada. A capital fluminense e municípios vizinhos foram atingidos por um apagão em larga escala, interrupções nos sistemas de transporte público e um colapso no trânsito, levando a cidade a entrar em Estágio 2 de alerta.

Rajadas intensas e o impacto inicial sobre a cidade

As rajadas de vento, que em Santa Cruz, na Zona Oeste, atingiram impressionantes 92 km/h, desencadearam uma série de problemas em todo o Grande Rio. A gravidade da situação levou as autoridades a elevarem o nível de alerta para o Estágio 2, que representa alto risco de ocorrências de grande impacto, exigindo ações rápidas de resposta e mitigação por parte dos órgãos públicos.

Dentre as consequências imediatas, destacaram-se a inoperância de semáforos, que mergulhou o trânsito em um caos generalizado, e os inúmeros registros de quedas de árvores, que agravaram os bloqueios e os riscos em vias públicas.

Transporte público e energia elétrica: serviços essenciais em colapso

A força dos ventos impactou diretamente a infraestrutura urbana, resultando na interrupção completa de serviços cruciais. Os trens da TrensRJ tiveram sua circulação paralisada em diversos ramais, impedindo o deslocamento de milhares de passageiros. Da mesma forma, o sistema de metrô cessou completamente suas operações nas linhas 1, 2 e 4, com relatos de composições imobilizadas entre estações devido à falta de energia elétrica.

Um extenso apagão deixou grande parte da capital e da Baixada Fluminense sem eletricidade. A concessionária Light informou que a interrupção decorreu de uma falha externa ao seu sistema, sugerindo um problema em linhas de transmissão de grande porte, e não em questões de distribuição local. As áreas mais afetadas incluíram a Zona Sul, Centro, Tijuca, Barra da Tijuca, além de Duque de Caxias, na Baixada.

Bairros como Botafogo, São Conrado, Glória, Flamengo, Copacabana, São Cristóvão e Ipanema também registraram falta de energia, ampliando a dimensão do problema para milhões de moradores e comerciantes.

Alerta da Defesa Civil e apelo do prefeito diante do cenário adverso

Diante do cenário de forte vendaval, a Defesa Civil do estado emitiu um comunicado com orientações urgentes para a população. O órgão recomendou atenção redobrada, tanto em ambientes internos quanto externos, para evitar acidentes.

Entre as medidas de segurança, a Defesa Civil aconselhou manter portas e janelas fechadas, desconectar equipamentos eletrônicos e, se necessário, fechar o registro de gás. Moradores foram orientados a remover ou fixar objetos soltos que pudessem ser arrastados pelo vento e a garantir a poda adequada de árvores. Para quem estava na rua, o alerta era para evitar abrigos sob árvores ou estruturas metálicas, mantendo distância de fiações elétricas, outdoors e andaimes.

O prefeito Eduardo Cavaliere utilizou as redes sociais para reforçar o pedido de cautela, especialmente no retorno para casa. Ele alertou sobre os ventos muito fortes, a previsão de que o fenômeno persistisse até o início da noite e a necessidade de evitar deslocamentos não essenciais e áreas abertas ou marquises de prédios.

Quedas de árvores e o trânsito impactado em diversas localidades

A intensidade das rajadas provocou a queda de árvores em diversos pontos da capital, gerando bloqueios e congestionamentos significativos. O Centro de Operações Rio (COR-Rio) registrou ocorrências em bairros como:

  • Padre Miguel: Viaduto Waldemar Vianna, sentido Avenida Brasil.
  • Campo Grande: Rua Aurélio de Figueiredo, próximo à Rua Viúva Dantas.
  • Santa Cruz: Rua Marquês de Barbacena, na altura da Estrada de Urucânia; Estrada da Pedra, nas proximidades da estação de BRT Santa Veridiana (ambos os sentidos); Viaduto Doze de Outubro, com direção à Avenida Brasil.
  • Recreio dos Bandeirantes: Estrada Benvindo de Novaes, sentido Orla, perto do Américas Shopping.

A Ponte Rio-Niterói, via de ligação vital entre as duas cidades, precisou adotar a “operação comboio” para controlar o fluxo de veículos, minimizando os riscos em meio às fortes rajadas de vento que atingiam a estrutura.

Esclarecimentos das concessionárias sobre as interrupções

As empresas responsáveis pelos serviços afetados se pronunciaram sobre a situação. A Light reiterou que a falha no fornecimento de energia não teve origem em sua rede de distribuição, mas sim em um problema externo ao sistema, que impactou as regiões da Zona Sul, Centro e Tijuca de forma mais acentuada.

A TrensRJ, por sua vez, confirmou que os ventos intensos foram a causa da interrupção temporária em todos os seus ramais. A concessionária informou que suas equipes de manutenção já estavam mobilizadas para restaurar a segurança e a normalidade da operação o mais rápido possível, trabalhando em colaboração com o Governo do Estado e mantendo os passageiros informados pelos seus canais oficiais.