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Usuários de Galaxy Watch 9 e Ultra 2 recorrem a ventiladores e gelo para acelerar carregamento lento

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Proprietários dos recém-lançados smartwatches Galaxy Watch 9 e Galaxy Watch Ultra 2, da Samsung, estão enfrentando um problema persistente de carregamento, que se mostra significativamente mais lento do que o esperado. Relatos indicam que o tempo para recarregar os dispositivos pode ser até quatro vezes maior do que o divulgado oficialmente, levando os consumidores a adotar métodos incomuns, como o uso de ventiladores e até gelo, para tentar otimizar o processo.

A realidade do carregamento contrasta com as especificações da fabricante

A Samsung informa que o ciclo completo de recarga, de 0% a 100%, para seus novos relógios inteligentes, deveria levar entre 80 e 90 minutos. Contudo, a experiência prática dos usuários em condições ambientais normais diverge drasticamente, com muitos reportando que o processo pode se estender por duas a até quatro horas.

It even feels lighter now, and the display is larger too.

Too bad that there's… pic.twitter.com/15SV4zE3Yt

— Alvin (@sondesix) August 12, 2026

Essa disparidade entre os dados técnicos e a vivência diária dos consumidores gera considerável frustração, especialmente para aqueles que investem em um produto de ponta esperando eficiência e conveniência. A prolongada espera pelo carregamento impacta diretamente a usabilidade dos smartwatches, que são projetados para estar sempre disponíveis para acompanhar a rotina.

Estratégias criativas para impulsionar a velocidade de recarga

Diante da ineficiência do processo padrão, alguns donos do Galaxy Watch 9 e do Ultra 2 têm buscado alternativas não convencionais para tentar manter uma taxa de recarga mais rápida. Em diversas plataformas e comunidades online, a inventividade dos usuários se destaca com a partilha de soluções bastante peculiares.

Entre as táticas adotadas, há relatos de usuários que direcionam um ventilador de mesa diretamente para o smartwatch enquanto ele está conectado à energia. Outros foram além, aplicando pasta térmica no carregador e posicionando-o sobre gelo, na esperança de um resfriamento mais eficaz que pudesse sustentar um fluxo de energia constante e mais potente.

Modelos que apresentam maior lentidão no processo

O tempo de recarga real, em comparação com o prometido, varia entre os diferentes modelos da nova linha de smartwatches da Samsung:

  • Galaxy Watch 9 (40 mm): Embora a promessa seja de uma recarga em 80 minutos, o tempo efetivo que os usuários têm observado frequentemente ultrapassa os 120 minutos (2 horas).
  • Galaxy Watch Ultra 2: A expectativa é de um carregamento completo em 90 minutos, mas os proprietários relatam que o tempo real pode alcançar até 240 minutos (4 horas).

Compreendendo o impacto do estrangulamento térmico na velocidade

A principal razão por trás dessa variação na velocidade de carregamento é um fenômeno conhecido como thermal throttling, ou estrangulamento térmico. Este é um mecanismo de segurança intrínseco aos dispositivos eletrônicos, ativado quando o aparelho detecta um aumento excessivo de temperatura durante a recarga.

Para salvaguardar a integridade da bateria e dos demais componentes internos contra superaquecimento, o sistema automaticamente reduz a potência de energia que o relógio recebe. Testes conduzidos por alguns usuários demonstraram que a taxa de carregamento pode cair de 5,5W para 3,5W ou até menos, resultando diretamente na extensão do tempo necessário para que o smartwatch atinja sua carga máxima. A dissipação de calor continua sendo um grande desafio em dispositivos eletrônicos compactos, onde o espaço físico é limitado.

Problemas de compatibilidade e a eficácia surpreendente do carregador antigo

Além da questão da lentidão, a mais recente geração de smartwatches da Samsung tem gerado discussões sobre possíveis falhas de compatibilidade. Donos do Galaxy Watch 9, por exemplo, têm reportado em fóruns oficiais que o dispositivo exibe mensagens de “carregamento lento” ou simplesmente não aceita energia quando conectado a bases de terceiros e, curiosamente, até mesmo ao carregador do Galaxy Watch 8.

Um aspecto que chama a atenção é a constatação de que o disco de carregamento do modelo anterior, o Galaxy Watch 6, consegue recarregar o Galaxy Watch 9 de forma mais ágil do que o próprio cabo oficial que acompanha o novo modelo. Essa incongruência sugere que a raiz do problema pode estar em uma falha de comunicação via software no firmware dos lançamentos, indicando que a solução pode não se limitar apenas a um ajuste de hardware.