
Adam Ghekiere perdeu a esposa (irmã do autor do crime), os dois filhos e dois enteados em massacre durante jantar em Montana — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com
Um homem de 44 anos, descrito como recluso, perpetrou um massacre brutal contra sua própria família em Billings, Montana, nos Estados Unidos. Oito parentes, incluindo quatro crianças, foram mortos a tiros durante um jantar semanal na residência dos pais do atirador, que posteriormente incendiou o imóvel e tirou a própria vida.
Alan Smith era visto como um indivíduo isolado, que residia com os pais e passava a maior parte do tempo em seu quarto, diante do computador. Sem conseguir manter um emprego estável, ele havia se mudado com a família do estado de Washington para Montana em busca de novas oportunidades, que nunca se concretizaram. Semanas antes do ataque, seus pais haviam exigido que ele deixasse a casa e buscasse independência.
Brad Ireland, ex-cunhado de Smith e pai de duas das vítimas, expressou que existiam “muitos sinais de alerta” sobre o comportamento do atirador, mas que “ninguém ouviu”. Segundo ele, a família desconhecia as atividades de Alan dentro do quarto, onde ele permanecia 24 horas por dia, sete dias por semana.
O ataque ocorreu em um domingo, por volta das 18h, quando Alan Smith retornou à casa dos pais de surpresa, no momento em que a família estava reunida para o tradicional jantar. Ele abriu fogo, vitimando seus pais, Dana e Barbara Smith, sua avó de 92 anos, Evelyn Smith, que era cadeirante, e sua irmã Megan Ghekiere.
Entre os mortos também estavam os sobrinhos de Alan: Chloe Ireland, de 7 anos, e Owen Ireland, de 13. Além deles, Charlotte Ghekiere, de 12 anos, e Landon Ghekiere, de 15, enteados de Megan, foram assassinados. Após os homicídios, Smith incendiou a residência antes de cometer suicídio.
Adam Ghekiere, pai de Charlotte e Landon e atual marido de Megan, não estava na casa no momento da tragédia. Ele relatou que o assassino provavelmente não esperava encontrar seus filhos na residência, já que os jantares familiares geralmente aconteciam às sextas-feiras. Devastado, Ghekiere, que é bombeiro de resgate, soube do ataque pelo sistema de comunicação enquanto trabalhava em uma demonstração aérea, percebendo que a ocorrência era na casa de seus sogros.
As autoridades confirmaram que a ligação para o serviço de emergência (911) foi feita por Charlotte, de dentro da casa. Jennifer Mercer, vizinha e amiga da família, destacou o heroísmo da menina: “A única coisa que sabemos é que a Charlotte foi a heroína. A Charlotte ligou para o 911 e tentou salvar sua família. E isso é algo que a família quer que seja divulgado.”
Este ataque é considerado o mais mortífero nos Estados Unidos desde abril, quando um incidente similar na Louisiana resultou na morte de oito crianças por um pai. A brutalidade do caso em Montana choca pela proximidade familiar das vítimas e pela aparente falta de um histórico criminal violento do atirador.
Registros criminais dos estados de Montana e Washington indicam que Alan Smith nunca havia sido preso ou acusado de crimes anteriormente. A ausência de antecedentes torna o desfecho ainda mais enigmático e levanta questionamentos sobre os sinais de alerta que, segundo a família, foram ignorados.