
Jonathan Meléndez e a esposa, Ana, foram mortos na chacina em cobertura de luxo em área nobre na Cidade do México — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com
Uma criança de apenas seis anos emergiu como a única sobrevivente de um massacre brutal que chocou a comunidade de Atizapán de Zaragoza, uma área nobre nos arredores da Cidade do México. O incidente, ocorrido na tarde da última terça-feira (1/9) em uma cobertura de alto padrão, viu o menino escapar ileso ao se esconder debaixo de uma cama, enquanto sua família era assassinada. O caso gerou grande comoção e repercussão na imprensa mexicana.
A sequência de eventos que levou à tragédia começou com a invasão da residência pertencente a Jonathan Meléndez, tecladista da renomada banda de indie rock Camilo Séptimo. A babá foi a primeira vítima, alvejada nas costas logo após a entrada do agressor. As autoridades suspeitam que a esposa do músico, Ana Paula Barragan, que estava grávida, foi coagida a silenciar o cão da família para evitar que os latidos alertassem os vizinhos do condomínio.
Em seguida, Ana Paula e sua filha mais jovem, Sofi, de apenas três anos, foram amarradas e mortas com disparos na cabeça, efetuados por uma arma equipada com silenciador. O animal de estimação também não sobreviveu ao ataque, sendo morto para garantir o silêncio durante a execução dos crimes.
Ao retornar à sua casa, Jonathan Meléndez se deparou com a cena devastadora dos corpos de sua esposa e filha. Ele tentou resistir ao agressor em um confronto desesperado, mas foi subjugado e assassinado a tiros, somando-se às demais vítimas do cruel episódio. A brutalidade do crime em um ambiente que deveria ser de segurança reforçada sublinhou a gravidade da situação.
O terror vivido pela criança de seis anos chegou ao fim quando agentes policiais a encontraram, escondida e ilesa, sob uma das camas da residência. Sua descoberta foi um alívio em meio ao cenário de horror e um elemento crucial para o desdobramento da investigação. Pouco tempo depois, dois indivíduos foram detidos sob suspeita de envolvimento nos hediondos crimes, que mobilizaram as forças de segurança locais.
A promotoria aponta o argentino Diego Sebastián Rosen Ferlini, de 51 anos, como o provável executor dos assassinatos. Informações preliminares sugerem que Ferlini era um conhecido do músico, com quem mantinha uma sociedade em um negócio de aluguel de imóveis para temporada. Esse empreendimento, no entanto, era marcado por acusações de golpes praticados por Diego contra clientes.
Acredita-se que uma forte discussão envolvendo uma dívida de 300 mil pesos mexicanos (equivalente a aproximadamente R$ 92 mil) que Diego teria com Jonathan tenha sido o estopim para a chacina. Além de Ferlini, um segundo homem, identificado apenas como Gerardo “N”, está sob investigação por sua suposta participação nos eventos. A polícia ressalta que o acesso à cobertura, localizada em um condomínio de segurança reforçada, foi facilitado pela “relação de confiança” que os agressores possuíam com as vítimas, o que permitiu a entrada sem levantar suspeitas em um ambiente geralmente protegido.
A banda Camilo Séptimo, à qual Jonathan, carinhosamente conhecido como Jonas, dedicava seu talento, expressou profundo pesar e prestou uma emocionante homenagem ao músico e a seus familiares. Em uma publicação nas redes sociais, o grupo declarou: “Sempre nos lembraremos de Jonas com imenso amor e gratidão,” ressaltando o legado artístico e a memória do tecladista que teve sua vida e a de sua família tragicamente interrompidas.