
Terremoto na Venezuela (à esquerda) em junho de 2026, e no Irã, em junho de 1990 — Foto: AFP; Reprodução Crédito: Extra.globo.com
Dois violentos terremotos abalaram a Venezuela na tarde de quarta-feira, dia 24 de junho, tornando-se os mais potentes a atingir o país em mais de um século. A catástrofe resultou em destruição generalizada e levantou preocupações sobre um número alarmante de vítimas, com estimativas que chegam a 100 mil. O evento sísmico carrega uma estranha e sombria coincidência com um jogo de futebol envolvendo as seleções do Brasil e da Escócia, um padrão que se repetiu de forma similar em um desastre natural anterior, ocorrido há décadas.
O primeiro tremor, de magnitude 7.2, foi registrado a aproximadamente 160 quilômetros a oeste da capital Caracas. Pouquíssimos segundos depois, exatos 39, um segundo terremoto ainda mais forte, de magnitude 7.5, atingiu a mesma região. Os dados foram confirmados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitora a atividade sísmica global.
Na manhã de quinta-feira, 25 de junho, o balanço oficial de mortos já contabilizava pelo menos 164 pessoas. Contudo, as projeções do USGS indicavam uma preocupante escalada nesse número, sugerindo que as fatalidades poderiam alcançar a marca de 10 mil e, em um cenário mais pessimista, até 100 mil vítimas, dada a intensidade dos abalos e a densidade populacional das áreas afetadas.
A coincidência que chama a atenção reside no fato de que os terremotos venezuelanos ocorreram poucas horas após um confronto de futebol entre as seleções do Brasil e da Escócia. A partida, válida por um torneio internacional, foi disputada em Miami, na Flórida (EUA), e terminou com a vitória brasileira por 3 a 0.
Essa não é a primeira vez que um evento sísmico de grande proporção se manifesta após um jogo entre essas duas nações no contexto de uma Copa do Mundo. A repetição do padrão, embora sem qualquer relação causal evidente, adiciona uma camada de estranheza aos trágicos acontecimentos.
A história registra um episódio similar em 20 de junho de 1990. Naquela data, Brasil e Escócia também se enfrentaram em uma partida da Copa do Mundo, realizada no Stadio delle Alpi, em Turim, Itália, com o Brasil vencendo por 1 a 0. Poucas horas depois do apito final, o Irã foi atingido pelo terremoto de Manjil-Rudbar, um tremor de magnitude 7.4 que devastou a região do Mar Cáspio, no norte do país.
A tragédia de 1990 resultou em um número estarrecedor de vítimas, com estimativas apontando entre 35 mil e 50 mil mortos. A magnitude da perda humana em ambos os eventos sísmicos, aliada à rara sincronia com os jogos de futebol, ressalta a natureza imprevisível e devastadora dos desastres naturais, em contraste com a curiosa e não relacionada coincidência esportiva.
Imagens divulgadas na época e após os recentes eventos na Venezuela mostram a escala da destruição, sublinhando o impacto profundo que esses abalos sísmicos deixam nas comunidades e na infraestrutura das regiões atingidas. A singularidade de tal coincidência, embora desprovida de qualquer explicação científica, permanece como um ponto de reflexão sobre os caprichos do destino e a força da natureza.